A descoberta que pode ajudar a combater todos os tipos de câncer

0
60

Pesquisadores do País de Gales encontraram uma célula imunológica capaz de atacar uma ampla variedade de cânceres.

Uma recente descoberta feita por cientistas da Universidade de Cardiff, no País de Gales, pode mudar a forma como tratamos o câncer. Em estudo publicado recentemente na revista científica Nature Immunology, a equipe desenvolveu um método que destrói o câncer de próstata, mama, pulmão e outros tipos.

Na busca por novas formas de fazer com que o sistema imunológico ataque naturalmente tumores, os pesquisadores encontraram uma célula-T (ou linfócito T) com um “receptor” que identifica e ataca células cancerosas, ignorando as saudáveis. Eles ainda não sabem o modo exato como que isso acontece, mas sabe-se que esse receptor da célula-T tem uma interação especial com uma molécula chamada MR1, presente na superfície de todas as células do corpo humano.

Acredita-se que a MR1 seja a responsável por sinalizar ao sistema imunológico o metabolismo disfuncional de uma célula cancerosa. “Somos os primeiros a descrever a célula T que encontra o MR1 nas células cancerosas — isso não tinha sido feito antes, foi a primeira vez”, disse à BBC o pesquisador Garry Dolton.

A pesquisa foi testada apenas em animais e células em laboratório e deve demorar um pouco até que o mecanismo possa ser verificado em humanos. Mas a descoberta é considerado promissora até mesmo por especialistas que não participaram da pesquisa.”Há uma possibilidade de que ele possa tratar todos os pacientes. Antes ninguém acreditava que isso fosse possível.”, afirmou o professor Andrew Sewell à rede britânica BBC.

Uma recente descoberta feita por cientistas da Universidade de Cardiff, no País de Gales, pode mudar a forma como tratamos o câncer. Em estudo publicado recentemente na revista científica Nature Immunology, a equipe desenvolveu um método que destrói o câncer de próstata, mama, pulmão e outros tipos.

Na busca por novas formas de fazer com que o sistema imunológico ataque naturalmente tumores, os pesquisadores encontraram uma célula-T (ou linfócito T) com um “receptor” que identifica e ataca células cancerosas, ignorando as saudáveis. Eles ainda não sabem o modo exato como que isso acontece, mas sabe-se que esse receptor da célula-T tem uma interação especial com uma molécula chamada MR1, presente na superfície de todas as células do corpo humano.

Acredita-se que a MR1 seja a responsável por sinalizar ao sistema imunológico o metabolismo disfuncional de uma célula cancerosa. “Somos os primeiros a descrever a célula T que encontra o MR1 nas células cancerosas — isso não tinha sido feito antes, foi a primeira vez”, disse à BBC o pesquisador Garry Dolton.

A pesquisa foi testada apenas em animais e células em laboratório e deve demorar um pouco até que o mecanismo possa ser verificado em humanos. Mas a descoberta é considerado promissora até mesmo por especialistas que não participaram da pesquisa.”Há uma possibilidade de que ele possa tratar todos os pacientes. Antes ninguém acreditava que isso fosse possível.”, afirmou o professor Andrew Sewell à rede britânica BBC.

O poder do sistema imunológico – Nosso sistema imunológico é a defesa natural do corpo contra infecções. Ele também ataca células cancerosas. As células-T já são amplamente usadas em tratamentos para câncer. A imunoterapia, terapia que utiliza o próprio sistema imunológico do paciente para combater tumores, é considerada um dos avanços mais promissores nesse campo.

Os mais famoso e recente progresso nessa área é o CAR-T, uma droga viva produzida por meio de engenharia genética das células do próprio pacientes. No tratamento, as células-T são “treinadas” para procurar e destruir o câncer. Os resultados da terapia são incríveis. Pacientes em estágio terminal da doença apresentaram remissão completa.

Entretanto, a abordagem ainda está limitada a um número pequeno de tumores, enfrenta dificuldades em combater “cânceres sólidos” e pode ter efeitos colaterais gravíssimos, que muitas vezes causam a morte do paciente. Por outro lado, o receptor recém descoberto pode levar a um tratamento universal do câncer, de acordo com os pesquisadores.

Como funciona – Como no processo do CAR-T, a ideia é extrair uma amostra de sangue do paciente e modificar geneticamente as células-T a fim de reprogramá-las para constituir o receptor que encontra o câncer. Essas células seriam cultivadas em larga escala em laboratório e depois reinseridas no paciente.

 

Fonte: Revista Veja

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here