A maçã vai à Índia em busca de novas frentes de crescimento

Loja online da Apple na Índia: a empresa é líder no segmento de smartphones mais caros

A Apple traz uma novidade importante para o mercado indiano nesta quarta-feira (23). Pela primeira vez, a empresa fabricante do iPhone começa a vender seus produtos pela internet por meio de uma loja virtual própria no país.

A inauguração poderia passar despercebida se fosse feita em um lugar qualquer. Mas o mercado indiano tem se tornado rapidamente um dos maiores e mais promissores do mundo, e é cada vez mais um dos palcos mais quentes da disputa acirrada entre gigantes globais da tecnologia.

No ano passado, pela primeira vez foram vendidos mais smartphones na Índia do que nos Estados Unidos, de acordo com a consultoria CounterPoint Research. O número de dispositivos vendidos chegou a 158 milhões de unidades. É uma cifra que já faz da Índia o segundo maior mercado de smartphones do mundo em volume, perdendo apenas para a China.

O que chama a atenção é que mesmo sendo já um mercado grande, ainda há espaço para crescer. Hoje, o número de pessoas que possuem um smartphone na Índia é de 345 milhões – ou apenas 25% de uma população com 1,35 bilhão de habitantes. É justamente esse mercado que a Apple espera abocanhar com as vendas diretas pela internet no país neste e nos próximos anos.

Não será uma tarefa fácil para a empresa americana. Hoje o mercado de smartphones indiano é dominado por marcas chinesas como Xiaomi (que é líder em vendas), Vivo (empresa homônima da operadora brasileira), Realme e Oppo. As três últimas (Vivo, Realme e Oppo) são subsidiárias de uma mesma fabricante chinesa, chamada BBK Electronics. A sul-coreana Samsung é também uma competidora forte, ocupando o segundo lugar entre as empresas com a maior fatia no mercado indiano.

Juntas, as cinco companhias têm 93% das vendas de smartphones na Índia, conforme os dados da consultoria americana IDC.

O mercado indiano ainda tem outra peculiaridade. Assim como acontece em mercados em países emergentes como o Brasil, a maior parte das vendas de smartphones está concentrada em celulares de baixo custo, que têm margem de lucro menor.

Segundo a IDC, 84% dos celulares vendidos no país no segundo trimestre, estão na categoria com preço abaixo de 200 dólares (aproximadamente 1.100 reais). É uma área que as empresas chinesas e coreanas dominam.

 

Exame

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