Abaeté das Ganhadeiras luta para recuperar status de ponto mágico

A alegria bateu forte ontem em Itapuã. As lavadeiras da Lagoa do Abaeté, lá desde a época da escravidão, por todos chamadas de Ganhadeiras de Itapuã, foram a inspiração da Viradouro, campeã do Carnaval carioca. E a festa respingou cá.

Óbvio que as Ganhadeiras de Itapuã conquistaram a fama nos bons tempos em que a Lagoa do Abaeté, o palco da labuta, era uma bucólica área cercada de areias brancas nos arredores de Salvador. Hoje, elas não são as mesmas porque a lagoa também já não é.

Continua arrodeada de areia branca, como Dorival Caymmi cantava com A Lenda do Abaeté. Mas também é cercada de favelas que antes não existiam, o que reconfigurou tudo por lá.

Câmeras – Tido como um dos sete pontos mágicos de Salvador, a magia evaporou. As próprias ganhadeiras saíram de cena quando deixaram de lavar roupa na lagoa e ganharam uma lavanderia devidamente adequada, com água encanada. Mas o pior foi a degeneração social.

Resultado: os assaltos se multiplicaram, os turistas sumiram. Agora, um ano depois que a PM inaugurou uma base comunitária lá, e o parque e 50 câmeras funcionando 24 horas por dia foram instalados, a situação começou a mudar, segundo Aline Freitas, gestora da APA Lagoas e Dunas Abaeté.

– Ainda não está como era, mas as câmeras deram uma grande contribuição.

Seja como for, o Abaeté está aí para lendas. Mesmo com novos enredos.

 

Fonte: Jornal A Tarde

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