Após pesadelo, Manaus estabiliza o atendimento à Covid-19 e fecha hospital de campanha

Uma das capitais que mais sofreram com a sobrecarga no sistema de saúde no início da pandemia, Manaus teve, até agora, 66.764 casos da doença confirmados, com 2.710 mortes e uma sub notificação absurda.

Em maio, o país acompanhou o pesadelo vivido pela cidade, quando 36,5% das pessoas mortas pela Covid-19 não tiveram atendimento médico por falta de leitos e os sepultamentos ocorreram em valas comuns, abertas por tratores, chegando a ter mais de 140 enterros/dia. O prefeito chegou a chorar ao relatar ao país e ao mundo a situação dramática enfrentada, comparada por ele com um filme de terror.

Como não recebia ajuda do governo federal, o prefeito Arthur Virgílio Neto gravou videos pedindo ajuda ao presidente da França e à ativista ambiental Greta Thunberg, vez que a região é de interesse planetário. Na oportunidade fez críticas severas a Bolsonaro pelo estímulo ao garimpo e ao desmatamento na região, à criação de tensões constantes no cenário interno ou externo.

Após essas manifestações, o prefeito foi recebido pelo ministro da saúde que resolveu enviar ajuda a Manaus, incluindo a criação de hospital de campanha que encerra atividades após 71 dias, tendo recebido 751 pacientes, sendo que 611 se recuperaram. A porcentagem de óbitos entre os internados foi de 19%. O sepultamento já voltou a ser individual

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