Bárbaro assassinato dos motoristas de aplicativo completa um mês

Na noite desta segunda-feira (13), na Catedral Basílica de Salvador, no Terreiro de Jesus, foi celebrada missa em homenagem aos quatro motoristas por aplicativo que foram assassinados em 13 de dezembro do ano passado. Com o templo lotado, os quatro trabalhadores, vitimas do que ficou conhecido como a Chacina da Mata Escura, foram lembrados por parentes e amigos com muita emoção.

Os familiares foram chegando aos poucos e ocupando os primeiros bancos da igreja. Vestindo camisetas brancas, alguns deles estampavam a foto e os nomes das vítimas no peito. A missa começou pontualmente, às 18h30, e as vozes do Coro Barroco na Bahia encheram o templo e deram um tom ainda mais emocionante à cerimônia.

Na primeira fila, estava o técnico em manutenção automobilística Leonardo Mascarenhas, 23 anos, único filho de Genivaldo da Silva Félix, 48. Foi graças ao pai dele que o quinto motorista por aplicativo atraído para a emboscada conseguiu fugir e avisar a polícia, evitando mais mortes. Genivaldo reagiu e distraiu os bandidos. Leonardo contou que esses trinta dias não foram suficientes para acalmar o coração. “Perder meu pai, e da forma como foi, com tanta violência, não é algo que vamos conseguir superar tão cedo. O tempo vai ajudar a diminuir a dor, mas ela não vai passar. Minha preocupação, agora, é com minha mãe. Ela está sofrendo muito. Todos estamos”, disse.

O presidente do Sindicato de Motoristas por Aplicativo, Átila Santana, assistiu à missa. Ele contou que a categoria ainda está assustada com o que aconteceu e que os trabalhadores se sentem inseguros. “Participei de uma reunião hoje (segunda-feira) com representantes da Secretaria de Segurança Pública para discutir o assunto, e estou conversando com deputados sobre a elaboração de um projeto de lei para trazer mais segurança para a categoria. As empresas de aplicativo precisam ter mais comprometimento”, disse.

O arcebispo encerrou a missa cumprimentando os familiares das vítimas e desejando a todos a paz. As famílias se abraçaram e alguns, de braços dados, deixaram o templo.

 

Fonte Correio da Bahia

Foto Betto Jr /Correio da Bahia

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