Biden e CEOs de Bigh Tecs discutem cibersegurança dos Estados Unidos

Joe Biden - (Foto: KEVIN LAMARQUE/REUTERS/Direitos )

Aumento no número de casos de ataques e sequestro de base de dados preocupa governo americano.

Foi-se o tempo em que a segurança militar e digital dos Estados Unidos girava em torno apenas do aparato estatal. Nesta quarta-feira, 24, o presidente Joe Biden se reúne com os CEOs das maiores empresas de tecnologia do país para discutir ações coletivas para fortalecer a cibersegurança do país.

Em uma realidade cada vez mais virtual, dados e informações de pessoas e cidadãos estão nas mãos de empresas, que, por sua vez, têm sido alvo de hackers e ataques de sequestro de informações e dados, chamados de ransomware. Os bandidos pedem, frequentemente, grandes quantias de dinheiro para liberar os dados, em um processo cercado de dúvidas.

Entre os presentes estarão Andy Jassy, o CEO da Amazon, Satya Nadella, da Microsoft e Tim Cook, da Apple. Segundo um oficial da Casa Branca, executivos de Google, IBM e do banco JPMorgan Chase foram convidados a participar da reunião também.

É esperado que os executivos tragam soluções e ideias de como encarar a segurança digital em empresas de infraestrutura, incluindo bancos, energia e água e melhorar a colaboração com o governo. Diferente de outros países como Brasil, União Europeia e China, os EUA não têm uma legislação de proteção de dados de usuários que tenha abrangência nacional.

Algumas das empresas cujos representantes estarão na reunião, como a Microsoft, foram diretamente impactadas por ataques de ransomware no último ano, como o hack da empresa de software SolarWinds. Mais recentemente, ataques ao oleoduto Colonial Pipeline e às operações americanas do frigorífico JBS tomaram a mídia. Na semana passada, a Renner foi vítima de um ataque semelhante no Brasil.

Ataques de Ransomware são um tipo de atividade criminosa digital que “sequestra” os sistemas e redes de computadores de um usuário ou de uma empresa, tornando-os inutilizáveis. Os bandidos então pedem uma transferência financeira pela liberação das máquinas (daí o nome ransom, que em inglês significa a quantia paga para libertar alguém de um cativeiro).

As invasões, que visam o sequestro de dados de empresas, estão se tornando especializadas e complexas. O lucro para os criminosos é tanto que a linha de corte para selecionar um alvo é ter receita acima de 1 bilhão de dólares.

 

Fonte: Revista Exame

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