Black Friday: guia antifraude para comerciantes

Black Friday: lojistas precisam ficar atentos para fraudes durante a data

Daniel Bilbao, colunista da EXAME, dá dicas sobre o que os comerciantes podem fazer para proteger seus negócios na Black Friday.

A data mais importante para o e-commerce está se aproximando, mas o aumento nas vendas online devido ao isolamento social fez, mais uma vez, a questão da fraude ficar em destaque.

Um estudo publicado em outubro sobre as tentativas de fraude no e-commerce em 2020 mostrou que o custo médio de um ticket fraudulento ficou o dobro do obtido pelas compras legítimas após a reabertura do comércio no país. Ou seja, enquanto o lucro médio para um pedido legítimo é de 300 reais, um caso de fraude está custando para as lojas cerca de 600 reais.

Mesmo assim, na véspera da Black Friday, o setor está otimista com os excelentes resultados econômicos que vêm tendo este ano. Porém, também é importante ver outra questão que especialistas em e-commerce, como Bruno de Oliveira, estão falando que é o mais preocupante sobre a data: a falta de produtos para cobrir a demanda nesse dia.

Isso significa que se a Black Friday 2020 será sobre “a sorte de ter produtos suficientes para vender”, então cuidar de cada embalagem que sai da loja para não se tornar, por exemplo, um caso de chargeback e perder dinheiro em estorno para pessoas mal intencionadas, agora é mais importante do que nunca.

Como proteger sua loja de fraudes na Black Friday:

1- Valide a identidade dos usuários que visitam sua loja online – Desse jeito poderá garantir que quem efetua uma compra é realmente o titular do cartão de crédito ou cartão de débito. Para isso, além de implementar tecnologias como biometria e reconhecimento facial, também é importante fazer uma análise do comportamento do usuário. Com machine learning é possível monitorar as ações de um comprador dentro do site. Saber de onde está conectado, quantas vezes e como faz a sua compra, pode ajudar a determinar se há algum alerta de ameaças potenciais.

2- Treine a equipe de atendimento ao cliente – Ensine para cada funcionário como identificar sinais de possíveis alertas, como reclamações de chargeback, ou de alteração de endereço para entrega de pacote. Plataformas de atendimento eficientes, práticas e confiáveis aos olhos do usuário são parte fundamental deste processo, pois construir um relacionamento com o cliente ajudará a saber quais são habituais, intermitentes ou chegam pela primeira vez, isso para prevenir casos de roubo de identidade.

3- Faça parcerias com outros e-commerce no plantão – Acabar com a fraude é uma tarefa colaborativa, ainda mais no e-commerce. Conhecer as fraudes que estão em tendência, em que estados e cidades são mais comuns, quem são os criminosos e como o fazem, na hora, é possível. Através das redes antifraude que existem na América Latina, especialistas notificam alertas ao vivo de ataques. Para os comerciantes que estão se preparando para Black Friday vem uma jornada difícil cheia de transações, envios, e muito risco, é por isso que vou lembrar da importância da colaboração em vez da competição.

4. Avalie as políticas de privacidade e segurança do seu e-commerce e não confie nas que funcionam para outras empresas – Pode ser que uma empresa receba mais ataques por receber pagamentos em cartões de uma determinada bandeira, ou de uma região específica. Também há casos em que um grupo criminoso opera apenas em determinados tipos de redes sociais, ou vai atrás de pagamentos feitos por consumidores para carteiras digitais. Estude a profundidade quais fraudes poderiam acontecer na sua loja e adapte suas estratégias de segurança a suas próprias necessidades.

Lembre-se que prevenir é melhor que se arrepender, então anote as dicas e coloque-as em prática para obter os melhores resultados nesta data.

 

Fonte: Revista Exame

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