Bolsonaro diz que crime de prevaricação não se aplica a ele, pois passou denúncia adiante: “falei com o Pazuello”

Eduardo Pazuello e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)

“Passei para a frente os papeis que ele (Luis Miranda) deixou lá”, disse Jair Bolsonaro, sobre o caso Covaxin. “Entendo que prevaricação se aplica a servidor público, não a mim. Mas eu tomei providência. Falei com o Pazuello”.

Jair Bolsonaro jogou para o colo do general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, a denúncia de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin. “Falei com o Pazuello”, declarou a jornalistas após reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux. Na mesma entrevista, ele confirmou o nome de André Mendonça para a vaga no STF.

“Entendo que prevaricação se aplica a servidor público, não a mim. Mas eu tomei providência. Falei com o Pazuello. Passei pra frente os papeis que ele (Luis Miranda) deixou lá”, declarou Bolsonaro, confirmando mais uma vez a existência do encontro entre o deputado federal Luis Miranda e ele no Palácio do Planalto em 20 de março. Além do parlamentar, estava presente o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, irmão de Luis Miranda, autor da denúncia.

“Foi visto que tinha inconsistências lá. Mas nada de errado”, acrescentou, ainda sobre o diálogo com Pazuello. O ex-ministro da Saúde teria dito que já estariam “tomando providência” sobre o caso e que as irregularidades ‘seriam corrigidas’, segundo Bolsonaro. “Eu falei para ele ‘só compra a vacina depois da aprovação da Anvisa’. E isso, pelo que sei, nunca saiu no caso da Covaxin”, completou.

Gravação da conversa – Sobre a possível gravação da conversa, que Miranda indicou ter em entrevistas à imprensa, Bolsonaro disse que “se tiver, é crime”. “Se ele gravou é o caráter dele”.

“Se a gente vai bater um papo, começa a falar um monte de abobrinha, fala da vida do outro. É justo alguém gravar e levar isso para a frente? Agora, nada que eu me lembre foi tratado com ele com a ênfase que ele vem dizendo, até porque ele tratou sobre vários assuntos. Se ele gravou, está forjado o caráter dele. E se ele gravou, é problema dele divulgar ou não. Eu não vou falar para divulgar ou não divulgar. É a consciência dele que manda divulgar ou não.”

 

Fonte: Brasil 247

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