Cada vez mais mulheres recorrem ao explante de silicone como Fiorella Mattheis

Sociedade Americana de Cirurgia Plástica mostra que o número de explantes aumentou 15% no último censo

Nos anos 2000, com certeza, o foco do tamanho dos seios era uma questão de volume, quanto mais melhor. Durante anos a tendência foi implantar próteses de silicone grandes e, por vezes, até desproporcionais. Porém, muitas mulheres que realizaram a cirurgia de implante neste período, agora buscam o reverso.

No ano passado a personalidade da internet Chrissy Teigen, deu o que falar ao expor todo o processo de explante do seu silicone nas redes sociais. Outras famosas como a atriz Scarlett Johansson e recentemente a atriz Fiorella Mattheis, também compartilharam a experiência com seus seguidores.

“Existem diversos motivos para realizar o explante, sou procurada tanto em questões de estética como de saúde,” comenta a cirurgiã plástica Patricia Marques, especialista em reconstrução de mamas pelo hospital Santa Creu I Sant Pau de Barcelona.

Apesar de o explante ser relacionado com quem sofre com alguma complicação por conta da adaptação das próteses no organismo, muitas pessoas têm compartilhado o quanto o implante afetou a saúde mental. A ex-Spice Girl Victoria Beckham, por exemplo, explicou em entrevista que apenas depois de mais velha entendeu que decidiu colocar os implantes por conta de sua insegurança. Fiorella destacou algo similar em seu post, dizendo: ‘Me sinto muito mais bonita, feminina e sexy! Engraçado que colocar o silicone teoricamente são por esses motivos né.’

Ainda existem outros problemas que podem surgir relacionados à saúde. Próteses muito pesadas podem gerar dores nas costas e ombros quando são desproporcionais ao tamanho do corpo. Foi descoberto também que a Síndrome de Asia pode acontecer após os implantes. “Ela ocorre quando há uma pré-disposição genética a doenças autoimunes na paciente, que é engatilhada pelo silicone, deixando o sistema imunológico desprotegido,” esclarece a especialista.

A cirurgia de explante pode assustar quem gostaria da mudança, mas Marques esclarece que não há o que temer. “A remoção é feita da mesma maneira que o implante, com incisões ao redor da auréola, axila ou abaixo dos seios.”

Já quando falamos do pós-operatório, existe a possibilidade de haver flacidez dos seios por causa do esticamento da pele ao redor das próteses. A médica explica que o problema pode ser facilmente resolvido removendo a pele em excesso. Ela também destaca que o uso de implantes menores mantém a firmeza e o formato dos seios, sem aumentar o volume, caso o problema seja estético.

Para a cirurgiã o mundo do silicone não está perto de parar, já que é um dos procedimentos mais procurados do mundo, mas acredita que os motivos por trás da procura venham mudando. “Muitas mulheres vem chegando a uma importante conclusão, que se ela deseja alterar o silicone ou retirá-lo totalmente, deve ser uma decisão sem pressões externas, apenas com seu bem-estar em mente,” finaliza.

 

Sobre a Especialista:

CRM- SP 146410

Doutora Patricia Marques é graduada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, com especialização em reconstrução de mama e cirurgia linfática no Hospital Santa Creu i Sant Pau em Barcelona, e complementação em cirurgia reparadora de mama, cabeça e pescoço no Hospital Memorial Sloan-Katering Cancer Center, em NY, EUA.

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