22 setembro 2020

Em meio à devastação do Pantanal, voluntários tentam salvar animais

O Ministério da Defesa nega que o número de homens seja insuficiente. A assessoria do órgão afirma que existem 400 homens das Forças Armadas atuando no combate a incêndios na região de todo Pantanal. Já no Mato Grosso, um Centro de Coordenação da Operação foi instalado no aeródromo do Sesc Pantanal, em Poconé. Em média, nessa região, estão engajados nas atividades, no ápice da ação, 300 homens, entre militares e agentes de órgãos como o Corpo de Bombeiros e dos órgãos oficiais de preservação e fiscalização, ICMBio e Ibama. A reportagem não cruzou com nenhum desses soldados, apenas agentes do ICMbio e Prevfogo (Ibama) em sua visita ao Pantanal, além da brigada privada.

Desastre ambiental: Fogo continua avançando no Pantanal

Chamas consomem mais de 15% da área do bioma, e cadáveres de espécies ameaçadas de extinção, como a onça-pintada, aparecem às margens de rodovia....

Vídeos com imagens falsas foram compartilhados por Mourão e Salles

Nesta quinta-feira (10/9), ao ser questionado por jornalistas, Mourão argumentou que o vídeo foi uma resposta aos grupos ativistas que consideram o governo omisso sobre as questões ambientais: “Eles fazem a propaganda deles e a gente faz a contra propaganda. Faz parte do negócio”, pontuou. Sobre a presença do mico-leão-dourado nas imagens, a explicação foi de que se tratava de uma “integração Amazônia-Mata Atlântica".

Destruição das florestas e surgimento de novos vírus

Um estudo do Ipea de 2015, por exemplo, constatou que, para cada 1% de floresta derrubada por ano, os casos de malária aumentam 23% na Amazônia. Dos anos 70 para cá, segundo um relatório bianual do Fundo Mundial para a Natureza (WWF, da sigla em inglês), o desmatamento reduziu 20% da Floresta Amazônica e 50% do Cerrado.

Defesa gasta R$ 145 milhões em satélites para monitorar Amazônia

O Brasil já possui sistemas de monitoramento por satélites em funcionamento. Desde 1988, os dados de desmatamento na Amazônia são publicados no site do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações.

Novas pandemias podem surgir por causa da redução da biodiversidade

Estudos recentes encontraram uma relação entre a perda de biodiversidade e um aumento na transmissão de doenças. Nos EUA, se detectou uma forte correlação entre uma baixa diversidade nas aves de uma região e o aumento no risco de encefalite provocada pelo vírus do Nilo Ocidental. O motivo se atribui a que esses entornos de diversidade reduzida são dominados por espécies que amplificam a expansão do vírus e não contam com outras aves que não são tão boas hospedeiras.

Apreendida carga ilegal de madeira nativa na BR-242/Barreiras

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), os documentos de porte obrigatório e a documentação necessária para transporte de produtos de origem florestal foram solicitados pelos agentes. A madeira seguia do Mato Grosso com destino a cidade sergipana de Itabaiana.

Devastação e queimadas na maior floresta tropical do mundo e no Pantanal

Na linha de frente do combate às queimadas na região está Alexandre Pereira, analista ambiental do Ibama que atua no programa de combate ao fogo da entidade, conhecido como Prevfogo. “Este ano está sendo atípico com relação às questões climáticas, com chuvas abaixo da média e temperaturas acima”, afirma. Ele explica que uma das consequências disso é uma alteração no regime de cheias e vazantes do Pantanal: “Este ano vemos uma cheia muito baixa, uma das menores desde a década de 1970, quanto o bioma viveu uma grande seca”. Isso cria “um cenário perfeito para os grandes incêndios florestais”, diz.

Queda de Salles pode pôr fim à má gestão ambiental do governo

O analista ouvido pela Sputnik Brasil afirmou que a questão ambiental dentro do governo sempre foi uma área difícil, e a culpa por isso seria pelo que ele chama de "Síndrome de Janus", explicando que trata-se de "um deus romano com uma cabeça com dois rostos, voltados para direções opostas, uma cabeça com duas faces: a que olha para o passado, a que vislumbra o futuro, a que observa os erros, a que enxerga os acertos, a que vislumbra o certo, a que mira o errado".

Inpe – Desmatamento e queimadas estão na mira do Ministério da Defesa

A demissão da coordenadora de Observação da Terra, Lúbia Vinhas, é parte de um processo de fusão dessa unidade de gestão com outras duas áreas: o Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) e o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC).