Centro de biotecnologia de Cuba apresenta outro medicamento capaz de combater Covid-19

Se trata da Biomodulina T, que não cura a doença, mas fortalece o sistema imunológico. Segundo cientistas cubanos, ela permite uma resposta mais favorável do corpo contra a ação do vírus, mesmo em pacientes de alto risco.

Depois do Interferón Alfa 2B, medicamento que teve sucesso no tratamento de pacientes com Covid-19 na China, o Biocen (Centro Nacional de Biotecnologia de Cuba) acaba de apresentar outro produto que poderia ser um importante aliado no combate à pandemia do novo coronavírus.

Biomodulina T, este é o nome do medicamento que os cientistas cubanos asseguram que pode ajudar no tratamento da infecção, que já causou mais de 130 mil mortes em todo o mundo.

Se trata de um imunomodulador fabricado com produtos naturais, o que faz com que tenha poucas contraindicações. A doutora Tamara Lobaina Rodríguez, cientista-chefa do Biocen, explica que “a Biomodulin T tem como principal ação é estimular a produção de linfócitos T e fortalecer a diferenciação das células linfoblastóides do timo, uma das principais glândulas do sistema imunológico. A glândula timo desempenha um papel vital no sistema imunológico, produzindo e secretando um conjunto de polipeptídeos e hormônios que atuam na diferenciação das células T, garantindo o desenvolvimento normal dos mecanismos de imunidade celular dependentes do timo, e particularmente, a maturação e diferenciação dos linfócitos T”.

Em Cuba, o produto é usado para o tratamento de infecções respiratórias, especialmente em pacientes idosos, e sua função é justamente fortalecer o sistema imunológico, permitindo uma resposta mais favorável do corpo contra a ação de vírus ou bactérias.

Ainda assim, a doutora Rodríguez alerta para o fato de que a Biomodulina T “não é uma cura para o Covid-19, e sim de um produto que pode ajudar a pacientes do grupo de alto risco, como idosos e pessoas com diabetes, hipertensão e doenças pulmonares e cardiovasculares, a responder melhor à infecção, e também ajuda a que menos infectados cheguem a quadros mais graves, que requerem a ajuda de respiradores artificiais”.

 

Fonte: Revista Fórum

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