Cirurgia plástica pelo plano de saúde: em quais casos é possível?

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Saiba quais cirurgias plásticas são cobertas pelos planos de saúde e tire suas principais dúvidas sobre o tema.

Seja por quesitos estéticos ou problemas de saúde, a realização de cirurgias plásticas vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil. Dai surge uma grande questão: é possível fazer cirurgia plástica pelo plano de saúde?

É isso que vamos conferir no artigo de hoje! Entendendo quais casos de cirurgia plástica são cobertos pelos planos de saúde. Pronta para saber mais sobre o assunto? Continue sua leitura até o final!

As coberturas dos planos de saúde – A Agência Nacional de Saúde (ANS), órgão regulador dos planos de saúde nacionais, não reconhece a obrigatoriedade da cobertura de cirurgias plásticas pelos planos de saúde, a não ser que estejam relacionadas com questões que comprometam a vida e a saúde do paciente.

A lei 9.656-98 é responsável por regular os casos que são direitos do paciente, envolvendo riscos à saúde e complicações mentais. É importante entender que cirurgias estéticas não entram nesse quesito, portanto, não são cobertas pelos planos de saúde. Antes de contratar qualquer plano, é muito importante estar atento as suas cláusulas, verificando todas as situações que estão inclusas na questão.

É muito comum que as pessoas não se atentem, mas muitas coberturas sequer incluem internamentos e cirurgias, que podem fazer toda a diferença caso você necessite. Por isso, analise com calma todas as coberturas de um plano de saúde antes mesmo da sua contratação.

Quais procedimentos plásticos são cobertos pelos planos? Chegou a hora de conferir quais procedimentos de cirurgia plástica são cobertos pelos planos de saúde. Vamos lá?

  • Cirurgia de redução do estômago – A famosa cirurgia de redução do estômago, a bariátrica, é um dos casos que é considerado direito do paciente. Apesar de não ser especificamente uma cirurgia plástica, essa cirurgia está bastante atrelada com a questão estética do paciente e, em alguns casos, pode ser liberada pelo plano de saúde. Isso ocorre porque a obesidade grave pode comprometer seriamente a saúde do paciente, podendo levar ao óbito. Por isso, casos de obesidade graves recebem a indicação de cirurgia bariátrica e podem ser cobertos pelos planos.

 

  • Cirurgia pós-bariátrica – Após uma bariátrica, é comum que o excesso de pele atrapalhe bastante a qualidade de vida do paciente. Nesses casos, a cirurgia pós-bariátrica também entra na lista de obrigatoriedades.

 

  • Cirurgias reparadoras da mama – Mulheres que sofreram lesões mamárias devido a presença de tumores e outras complicações, também possuem direito a cirurgias reparadoras. As cirurgias de reconstrução de mama podem ser feitas em todo o tecido ou em apenas algumas regiões acometidas, incluindo cirurgias reparadoras pós-mastectomia.

 

  • Blefaroplastia não estética – A blefaroplastia é a cirurgia responsável pelo levantamento das pálpebras. Mas preste muita atenção: ela só pode ser coberta pelo plano de saúde quando estiver relacionada com pele frouxa ou flácida que já está prejudicando o sentido da visão. Por isso, nada de exigir uma blefaroplastia estética, isso não está incluso dentro dos casos beneficiados.

 

  • Outros tipos de cirurgias reparadoras – Qualquer tipo de cirurgia reparadora que esteja envolvido com problemas corporais advindos de acidentes, também entra para a lista de direitos dos pacientes.

 

  • Uso de próteses, órteses e acessórios – Desde que não estejam relacionados com nenhum uso estético, a indicação para o uso de órteses, próteses e acessórios em cirurgia plástica também podem ser cobertos pelos planos de saúde.

 

  • Ginecomastias – A ginecomastia é a cirurgia responsável por diminuir as mamas masculinas, que geralmente estão relacionadas com problemas glandulares e hormonais. Nem todas as ginecomastias possuem liberação pelos planos de saúde, mas podem sim ser realizadas caso hajam indicações médicas específicas.

 

  • Questões estéticas que interferem a saúde psíquica – O único indicativo de procedimentos plásticos estéticos por planos de saúde ocorre quando a situação envolve um conjunto de condições psíquicas.

 

Os casos sempre envolvem uma análise médica bem rigorosa e só são realizados caso a questão possa realmente prejudicar a vida do paciente.

 

  • Problemas de pele – Alguns problemas que envolvem cicatrização errônea, como queloides e cicatrizes hipertróficas, além dos problemas de queimaduras, também podem ser cobertos por planos de saúde. Isso inclui também tumores da pele.

 

  • Outros casos específicos – Reconstruções de algumas partes do corpo, incluindo orelhas, cirurgias para tratamento de paralisia facial e cirurgia de mão também podem ser beneficiados.

Agora que você conferiu a lista com as principais cirurgias beneficiadas pelos planos de saúde, chegou a hora de ver quais não possuem cobertura. Vamos lá?

Cirurgias plásticas não cobertas pelos planos – Qualquer caso estético e que não tenha comprovação de interferência na saúde do paciente é abolido do direito de cobertura pelo plano de saúde. Infelizmente, isso compreende as cirurgias mais requisitadas por toda a população e os gastos precisam sair quase que 100% do bolso do paciente, mesmo que pague um plano de saúde há anos.

Chegou a hora de conferir alguns exemplos:

  • Prótese de mama: As inserções de próteses de mama em mamoplastias são umas das cirurgias mais realizadas em todo o Brasil. Desde que não sejam apresentadas questões de saúde relacionadas, nenhum tipo de procedimento é coberto pelos planos de saúde.

 

  • Lipoaspiração: A lipo também está entre as queridinhas das mulheres brasileiras, deixando a silhueta mais fina e atraente. Como a sua realização está relacionada com a autoestima e bem-estar, o procedimento é puramente estético, não possuindo cobertura pelos planos.

Como fica a cobertura para os exames e consultas relacionados com a cirurgia

Como você sabe, qualquer tipo de cirurgia plástica envolve a realização de exames pré e pós-operatórios. Mas afinal, como fica a cobertura para esses exames? Embora a cirurgia em si não seja coberta na maioria dos casos, a realização dos exames deve ser coberta seguindo o plano contrato pelo paciente, independente da finalidade do procedimento.

É lógico que nem sempre as coberturas serão totais, visto que alguns pacientes optam por planos de coparticipação em exames. Mas nada impede que o plano cubra os exames, mesmo que a finalidade seja estética. As consultas médicas também devem ser todas cobradas (seguindo o mesmo raciocínio da cobertura), independente de sua intenção, pois são tratadas como consultas médicas normais.

Outros aspectos importantes – Antes de contratar qualquer plano de saúde, não esqueça de analisar todas as coberturas incluídas pela operadora, incluindo internamentos e procedimentos cirúrgicos.

É importantíssimo ter em mente que cirurgias plásticas só serão cobertas pelo plano de saúde quando estiverem relacionadas com complicações de saúde, e não meramente por quesitos estéticos.

Dentro desse direito do paciente, incluem procedimentos como: a bariátrica e pós-bariátrica, cirurgias reparadoras de mama e tratamentos envolvendo malformações e queimaduras. Cabe sempre uma perícia médica para definir quais casos realmente se aplicam a uma cobertura por plano de saúde. Em casos de dúvida, consulte sempre um médico especializado e o plano de saúde contratado.

 

Fonte: AESCARE – aescare.com

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