CPI Covid. CASO COVAXIN será o assunto da semana

Ricardo Barros (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

Senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da comissão, apresenta nesta segunda-feira, 28, representação contra Bolsonaro na PGR por prevaricação em caso de compra suspeita de vacina.

Os trabalhos da CPI da Covid-19 se voltam esta semana para as suspeitas em torno da aquisição da vacina indiana Covaxin e a participação de dois personagens de peso: o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o deputado Ricardo Barros (Progressistas-PR), líder do governo na Câmara.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da comissão, deverá apresentar nesta segunda-feira, 28, uma representação contra o presidente Bolsonaro na Procuradoria-Geral da República (PGR) por prevaricação em caso de compra suspeita da vacina indiana.

Em depoimento prestado à CPI da pandemia na última sexta-feira, 25, o deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) disse que Bolsonaro atribuiu a Barros a responsabilidade por eventuais irregularidades no processo de compra do imunizante.

As acusações do deputado do DEM e seu irmão, Luís Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde responsável pela autorização de importação do imunizante, serão a base para a convocação de Barros. A nova frente de investigação também será a justificativa para que senadores da oposição e independentes peçam a prorrogação dos trabalhos da CPI até novembro. O prazo inicial era o encerramento até agosto.

Barros nega envolvimento – Barros voltou a negar neste domingo, 27, qualquer envolvimento no contrato firmado pelo governo federal para aquisição da vacina Covaxin contra a covid-19. Segundo o líder do governo, a conversa relatada na CPI por Miranda seria sobre um processo judicial do tempo em que era ministro da Saúde.

“Do ainda impreciso diálogo com o presidente da República na transcrição da CPI, o caso em questão seria sobre a empresa Global e a compra de medicamentos não entregues. Trata-se de processo judicial, em que provo a minha conduta em favor do SUS, quando fui ministro da Saúde”, disse por meio do Twitter e também em nota divulgada à imprensa.

O presidente da Global Saúde é o empresário Francisco Emerson Maximiano, que é também um dos sócios da Precisa Medicamentos, que intermediou a compra da Covaxin pelo Brasil, e virou alvo da CPI da Covid. A Global já foi alvo de ação por irregularidade em contrato com o Ministério da Saúde em 2018 à época em que Barros era ministro. Na ocasião, a pasta pagou R$ 20 milhões para comprar remédios de alto custo a pacientes com doenças raras, mas os produtos nunca foram entregues.

“Embora a Global seja sócia da Precisa Medicamentos, em análise pela CPI, esse processo em nada se relaciona com a aquisição de vacinas da Covaxin. Não participei de qualquer negociação para a compra desse produto”, enfatizou Barros.

 

Fonte: Revista Exame

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