Dada a largada na campanha eleitoral, candidatos devem ficar atentos aos cuidados para não elevar a curva de contaminação

Limpeza de terminal e transporte público

Na campanha eleitoral para prefeito e vereador em meio à pandemia da covid-19, os candidatos terão de evitar os recursos usados em outros carnavais. Comícios, multidões em caminhada pelos bairros e panfletagem são cenas de causar arrepios em infectologistas. Pegar crianças no colo, então, nem pensar.

Usar máscaras não será suficiente. Políticos têm por hábito falar demais, em alta intensidade e muito próximos uns aos outros. Não por acaso é a classe que mais apareceu no noticiário com ocupantes de cargos importantes infectadas. Falar muito e reunir-se muito faz parte do dia a dia deles.

O risco de encontros em ambientes fechados é grande, reuniões têm que ser programadas em espaços abertos com acesso controlado. Comitês de campanha deverão ter um protocolo rígido e testagens periódicas na equipe, inclusive nos candidatos.

O Plano de Segurança Sanitária para as Eleições de 2020 lançado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, tem regras rígidas para o dia da eleição mas para a campanha, apenas quatro: evitar promover eventos com grande número de pessoas; orientar o uso correto de máscaras por todos os participantes durante os eventos de campanha; utilizar espaços amplos e abertos para contato com outras pessoas e evitar a distribuição de material impresso.

Ao invés de contato pessoal, ou falatório inconsequente, os candidatos poderiam promover “faxinaços” em locais públicos:praças, estações de transporte público e nos próprios veículos de transporte com água e sabão, como recomendam especialistas.

Com informações do GZH

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