É preciso manter viva a chama da intelectualidade alagoinhense

Cristina Actis, discursando. Lado esquerdo: Eliane Quadros. Lado direito: Josival Fagundes, Osmar Sampaio e Benjamim Batista

A ALADA É IMORTAL?

A noite festiva de 8 de dezembro de 2001 ainda permanece na lembrança e na emoção dos alagoinhenses.

Naquela noite, no Centro de Cultura de Alagoinhas, foi empossado o primeiro corpo acadêmico da ALADA – Academia de Letras e Artes de Alagoinhas, sob a coordenação de Benjamim Batista (presidente da Federação das Academias de Letras da Bahia), e na presença de Eliane Quadros (representante da Academia de Letras e Artes de Salvador), Osmar Murici Sampaio (presidente da Academia de Letras da Região Metropolitana de Salvador), Almir Oliveira (presidente da Academia de Letras do Recôncavo), Antonio Moreira (presidente da Academia de Letras e Artes de Maracás), Lélia Victor Fernandes Oliveira (vice presidente da Academia de Letras e Artes de Feira de Santana), prefeito Joseildo Ramos, autoridades e convidados.

Após o discurso de posse da sua primeira presidente, Cristina Actis, ressaltando “o espetáculo ímpar para o registro na história cultural alagoinhense”, acadêmicos, convidados e autoridades participaram de confraternização no Horto Neanderthal.
Fundada em 22 de junho de 2001, a ALADA deveria ser a instituição cultural que representasse os anseios da intelectualidade e da memória da cidade, com seus acervos, arquivos, galerias, coleções, biblioteca, além de outras ferramentas que preservem a cultura, a literatura, principalmente a língua portuguesa, e estimulem as manifestações nas áreas das artes e da cultura, mas infelizmente não é.

Está paralisada desde 2007, com seu quadro de acadêmicos desfalcado de nove membros que nos deixaram ao longo desse tempo: Walter Campos, Totinha Conceição, Crisanto Borges, Lúcia de Sanctis, Albertina Rodriguez, Antonio Fontes, Jô Corrêa, Valério Sebadelhe e Hermano Jacob.

Nestes dezenove anos de constituída, a entidade foi conduzida por apenas três mandatos, com duração de dois anos cada: Cristina Actis, duas vezes consecutivas, e Iraci Gama, sem sucessor, ou sucessora, até hoje.
É preciso que os acadêmicos reajam e vistam os fardões da imortalidade para manter viva a chama da intelectualidade alagoinhense que a saudosa poetisa Maria Feijó – homenageada daquela noite pelo Grupo de Teatro da Uneb – tanto divulgou, a nível nacional.

Belmiro Deusdete
Membro da ALADA
Ocupante da cadeira 09
Área de radiodifusão

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