Energia elétrica – valor da bandeira vermelha pode dobrar

Estimativa é que taxa atual de R$ 9,49, cobrada a cada 100kWh consumidos, pode chegar a R$ 25, dizem especialistas

O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu nesta quinta-feira que a bandeira tarifária vai aumentar. Especialistas estimam que o valor cobrado a cada 100 hwz  consumidos, aumentando o valor final da conta de luz, pode mais do que dobrar.

Clarice Ferraz, diretora do Instituto Ilumina, diz, com base em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que o preço do maior patamar da bandeira vermelha, o doiz,  deveria passar dos atuais R$ 9,49 para R$ 25.

–  Como esse valor é muito elevado, está se falando em um aumento que faça a bandeira alcançar entre R$15 e R$20 – explica Clarice.

Segundo Eduardo Faria, responsável pelas áreas de regulação da Mercurio Trading, o valor a ser definido para o patamar 2 da bandeira vermelha deve durar, ao menos, até dezembro:

– O valor vai depender dos custos adicionais com a maior geração térmica e encargos, além dos custos das distribuidoras que já foram cobertos com a bandeira vermelha vigente.

Mas os especialistas dizem, por outro lado, que as medidas de estímulo do governo para ajudar na redução do consumo podem trazer reflexos apenas a médio e longo prazos.

– A redução do consumo pode ajudar a reduzir o impacto sobre a conta das bandeiras tarifárias a médio prazo, pois reduziria a necessidade do uso das usinas térmicas e das importações de energia. Por enquanto, não traz alívio tarifário, pois estamos trabalhando com gestão de déficit de energia – explica Clarice.

Lavinia Hollanda, analista da Escopo Energia, explica que a bandeira tarifária é um mecanismo para sinalizar que a situação hídrica está ruim e que está sendo necessário acionar as usinas térmicas.

– As térmicas ficarão ligadas por algum tempo ainda, ao menos até o fim do ano. Depois vai depender do período úmido – diz ela, sem precisar o quanto pode subir o patamar  2 da bandeira vermelha.

Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), da UFRJ, lembra que no curto prazo os preços vão subir porque as usinas térmicas mais caras estão funcionando a pleno vapor.

Castro destacou ainda que o programa de bônus criado pelo governo ainda precisa ser detalhado e não terá efeito imediato.

Fonte: O Globo

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