Espetáculo baiano confirma presença em festival nacional

Montagem Rosas Negras

Rosas Negras é selecionado para Segunda Black.

A montagem de Rosas Negras é voltada para uma representação que reverencia e homenageia mulheres negras. Frente aos holofotes e por trás das cortinas está Fabíola Nansurê, atriz, coreógrafa e pesquisadora que conduziu as lives do programa “Eu vejo você: Diálogos entre rosas negras”, prelúdio da esperada performance on-line que acontece no Festival Segunda Black durante o mês de outubro.

Adiado devido a pandemia, a produção da Segunda Black repensou formato e comunicou os grupos aprovados para o evento. Eles são: Alicerce, Sobre Pesos e Balanças, MIMO BAMBU em O Catador de Risos, Rosas Negras, Cor Pó, Revide, Mil Litros de Preto: A maré está cheia e Encruza.

Vencedora do 31° prêmio Shell de Teatro RJ e 8° edição do Prêmio Questão de Crítica, essa instituição carioca pretende dar continuidade ao legado do Teatro Experimental do Negro (TEN), utilizando a máxima “Segunda é dia de estar com os meus”. Dessa vez, as homenagens ficam por conta dos 100 anos de Benjamim Oliveira e 30° aniversário do Bando de Teatro Olodum.

No decorrer de ações anteriores honras foram prestadas a Lea Garcia, Chica Xavier, Clementino Kelé e artistas de rua. Simultaneamente, dando voz para sucessos contemporâneos como Yuri Marçal, Grace Passô, Ana Flávia Cavalcanti, Licínio Januário, entre outros.

As novidades de realização englobam a saída do âmbito regional, ou seja, as vagas cedidas incluíram performances fora do eixo sudeste. Para tal, gravações tornam-se alternativas de encenações ao vivo e devem ser executadas nas cidades oriundas dos shows.

Ao final das apresentações, a concentração é norteada para “Interface Crítica” quadro que propõe discutir as obras em sua amplitude. Então, Aza Njeri, pós doutora em Filosofia Africana traça os pontos abordados. A página oficial da Segunda Black concede textos compactos dos ensaios “Vamos falar de samba”, “Nem o verbo”, “Nota fiscal”, “Orquestra de Pretxs Novxs”, “Um mergulho nos intestinos de Calabar” e “Preto X Preto”.

Acompanhando a linha editorial, existe uma coerência na eleição de Rosas Negras para a temporada 2020. É através da peça que artistas independentes discorrem sobre autoimagem da comunidade negra utilizando o recorte de gênero. Nansurê idealizou a narrativa baseada numa trajetória artística e pessoal, empregando técnicas de sua formação em preparação corporal e Dança Afro-Brasileira inclinada aos orixás.

A composição dos bastidores é formada por nomes como: Onisajé (dramaturga), encenadora-fundadora do Núcleo Afro-brasileiro de Teatro de Alagoinhas (NATA), mestra e doutoranda em Artes Cênicas pelo programa de pós-graduação em Artes Cênicas (PPGAC) da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Yakekerê do Ilê Axé Oyá L’adê Inan; Diana Ramos (direção geral e cenografia), atriz, diretora, professora de teatro e musicista pela banda Flor de Imbuia; Jarbas Bittencourt (direção musical e trilha), diretor musical do Bando de Teatro Olodum, cantor e compositor responsável por diversas trilhas de espetáculos baianos.

Além disso, a ficha técnica conta com Edleuza Santos (coreografia), Katson Freitas (assistente de direção), Tina Melo (direção de arte), Nando Zâmbia (iluminação), Susan Kalik, Thiago Gomes e João Rafael (audiovisual e edição), Giuliano (responsável pelo teaser), Magali Moraes (fotografia), Fernanda Borges (direção de produção), Ely Batista (produção executiva), Gaby Oliveira (assistente de produção), Thais Sousa (publicidade), Maria Luiza Ferreira (designer gráfica), Verena Pita (assessoria de comunicação) e Mãe Rosa de Oyá (consultoria espiritual).

 

Verena Pita

 

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