Estudo genético do embrião traz avanços para a reprodução assistida

O estudo foi destaque no último Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida, realizado virtualmente em outubro

A técnica  foi validada em estudo realizado por dez centros de referência em medicina reprodutiva no país, dentre eles o Cenafert. O estudo foi destaque no último Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida, realizado virtualmente em outubro.

Engravidar e ter um bebê saudável é o desejo de toda paciente que recorre aos serviços de reprodução assistida para ter filhos. Um dos desafios da medicina reprodutiva é tratar mulheres que querem ser mães em idade cada dia mais avançada, uma vez que a fertilidade feminina declina com a idade e o risco de alterações genéticas no bebê aumenta. A possibilidade de avaliar a saúde cromossômica do embrião de forma não invasiva através do teste niPGT é um dos mais recentes avanços da área.

Para validar a técnica, o Cenafert participou de um estudo prospectivo multicêntrico realizado por dez centros de reprodução assistida de referência no país. O estudo conquistou o primeiro lugar dentre os trabalhos científicos apresentados, em outubro, durante o XXIV Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida, realizado virtualmente.

O trabalho avaliou 94 casais com indicação para o niPGT-A por aumento da idade materna, fator masculino, falhas repetidas de implantação e aborto recorrente. O estudo, publicado na JBRA Assisted Reproduction,  avaliou a relação entre alterações cromossômicas embrionárias e o aumento de idade da paciente através da realização do teste niPGT-A. “A técnica se mostrou segura e eficaz e representa um avanço promissor, pois possibilita que os embriões sejam avaliados no seu próprio meio de cultivo, de forma não invasiva, sem biópsia, sem necessidade da retirada de células embrionárias e sem possibilidade de danos ao embrião”, explica o médico Joaquim Lopes, especialista em Reprodução Humana e diretor do Cenafert.

A saúde embrionária é uma das principais causas de falhas na implantação e abortamentos. O estudo genético embrionário permite avaliar a saúde cromossômica dos embriões para que só os saudáveis sejam selecionados para implantação no útero, prevenindo doenças genéticas hereditárias como a Síndrome de Down, dentre várias outras. O estudo é especialmente  indicado para mulheres com idade avançada, histórico de abortamento, falhas repetidas na implantação e quando o pai ou a mãe têm histórico familiar de doenças genéticas.

Sobre o Cenafert – Com sede no bairro de Ondina, em Salvador, o Cenafert – Centro de Medicina Reprodutiva, inaugurado há 18 anos, é uma clínica especializada em reprodução assistida e tem como missão garantir uma atenção integral e humanizada ao casal que sonha em ter um filho. Ao longo de sua atuação, a clínica já contabiliza mais de três mil bebês nascidos através das diversas técnicas de reprodução assistida.

O laboratório de reprodução assistida do Cenafert oferece tecnologia de ponta para a realização dos procedimentos com eficácia e segurança. O casal infértil conta com o suporte de uma equipe médica multidisciplinar, experiente e qualificada, e com serviços que vão desde o atendimento de casos mais simples –  solucionados com tratamento de menor complexidade – até aqueles que exigem o emprego de técnicas avançadas no campo da reprodução assistida.

A clínica, fundada e dirigida pelo ginecologista e especialista em Reprodução Humana, Joaquim Lopes, tem como sócias as médicas Gérsia Viana, Sofia Andrade e Valentina Cotrim (especialistas em medicina reprodutiva) e a embriologista Janaina Mendes Santos

Mais informações no site https://cenafert.com.br/

 

Por: Carol Campos – Assessoria de Imprensa

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