Facebook lança óculos Ray-Ban inteligentes

O acessório foi lançado em parceria e permite que o usuário faça fotos e vídeos de até 30 segundos.

Facebook lançou óculos inteligentes, criados em parceria com a marca Ray-Ban. O acessório tem botão de liga e desliga, duas câmeras, alto-falantes e microfone.

Inicialmente serão vendidos em 20 modelos diferentes (veja as fotos abaixo). E o preço? Nada mais nada menos do que US$ 299.

Por enquanto, estão disponíveis para compra na Austrália, Canadá, Estados Unidos, Irlanda, Itália e Reino Unido. Não foi anunciado se a empresa pretende vendê-los no Brasil.

ÓCULOS INTELIGENTES: FAZEM FOTOS E VÍDEOS

O acessório foi batizado de Ray-Ban Stories e permite gravar vídeos de até 30 segundos. Como? Por meio do botão de captura ou comando de voz via assistente virtual do Facebook.

Segundo a empresa, as imagens e as gravações podem ser acessadas pelo aplicativo Facebook View disponível em Android e iOS. O app também permite o aprimoramento do material e o compartilhamento em redes sociais como Snapchat, TikTok e Twitter.

A empresa não detalha o tempo de duração médio da bateria do dispositivo, mas diz que um carregador portátil o acompanha “para que você possa recarregar facilmente seus óculos – e mantê-los protegidos – enquanto estiver na rua”, diz o Facebook em comunicado.

O item não tem, ao menos por enquanto, a tecnologia de realidade aumentada (RA), mas essa deve ser a próxima novidade. “Vemos a realidade virtual e aumentada como a próxima plataforma de computação”, afirma.

Facebook lança óculos inteligentes
O acessório é equipado com duas câmeras (Foto: divulgação blog Facebook)

DADOS E PRIVACIDADE

Quando o assunto é privacidade, o conglomerado Facebook está envolvido em uma série de polêmicas. Isso porque, há alguns anos a companhia enfrenta sérias acusações de vender os dados pessoais dos usuários para companhias de marketing e publicidade.

A empresa, por sua vez, diz que os dados e a privacidade são compromissos levados muito a sério e cumprem as “leis de proteção de dados”, diz em comunicado.

No caso dos óculos, a companhia diz que dados são coletados para que o usuário tenha uma boa experiência com o produto. Algumas informações são: “o status da bateria para alertá-lo quando ela está fraca, endereço de e-mail e senha de login no Facebook para verificar se é realmente você quando entrar no aplicativo Facebook View, e sua conexão wi-fi”, diz em nota o Facebook.

“Você pode optar por compartilhar dados adicionais – que incluem o número de imagens que você capturou ou quanto tempo você gasta gravando vídeos – com o Facebook para o desenvolvimento, melhoria e personalização do produto. Essa configuração pode ser alterada a qualquer momento”, completa.

CONCORRENTES

Se você acha que o Facebook é pioneiro na tecnologia, você acha errado. Em 2013, o Google iniciou o projeto de seus óculos inteligentes, o Google Glass. Em 2019, deixou de ser um protótipo e foi à venda, mas voltado para profissionais arquitetos e de fábricas.

O Facebook também está atrás de sua rival Snap, que ingressou no mercado já há alguns anos e, em maio de 2021, anunciou a nova versão de seus óculos: similar ao da gigante da tecnologia, mas já com realidade aumentada.

Quem ganha essa corrida e se os óculos futurísticos vieram para ficar, a gente não sabe, mas seguimos acompanhando essa história…

POR QUE IMPORTA?

Podemos destacar dois pontos: a diversificação dos negócios e o mercado milionário de wearables (dispositivo vestível).

De um lado, a empresa embarca na criação de novas frentes. Trata-se de um comportamento habitual da companhia. Veja: não se limitou à rede social Facebook, e sim, partiu para a compra do Instagram, Giphy, Mapillary, Onavo, WhatsApp… E agora, a criação de óculos em parceria com a tradicional Ray-Ban.

A lógica é: quanto mais tipos de negócios, maiores serão as chances de não afundar o barco. Pode ser uma boa alternativa? Talvez. Mas vale lembrar que a empresa enfrenta um processo antitruste nos Estados Unidos.

Do outro lado, não dá para negar que o Facebook está mirando um mercado promissor. Sim, de acordo com dados do International Data Corporation (IDC), o setor de tecnologia vestível tem crescido 35,1% ano a ano durante o terceiro trimestre de 2020. “O aumento foi impulsionado pela sazonalidade, pelo lançamento de novos produtos e pela pandemia global”, diz o IDC.

Fonte: Startse

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