Imbassaí BA

Vilarejo primitivo de rara beleza, banhado pelo Rio Imbassaí, faz parte de um ecossistema que engloba a mata atlântica, dunas, lagoas, mangues, cachoeiras e lindas praias.

Imbassaí significa, em Tupi, “caminho do rio”, expressão que justifica a longa trajetória que o rio faz, desde a sua nascente, formando belas quedas d’água e cursos tortuosos, até alcançar o mar.

Originalmente era uma aldeia formada por descendentes dos pescadores que saíram da enseada de Tatuapara (proximidades de Praia do Forte) durante a colonização comandada pelo conquistador Garcia d’Ávila, espalhando-se pela região e criando colônias de pesca, preferencialmente próximas às saídas de rios. Imbassaí está situada na zona turística denominada Costa dos Coqueiros e pertence ao município de Mata de São João, sendo acessada através da BA-099, trecho da Linha Verde.

Além de todas as atividades do lugarejo, como ir ao mar, pescar, caminhar na praia, tomar banho no rio e frequentar as barracas, o visitante pode aproveitar sua estadia e conhecer inúmeras atrações no entorno:

O Rio Imbassaí (chamado também de Barroso) tem um trecho próximo à vila, facilmente navegável, correndo entre a típica vegetação, formada por juncos, camalotes e vitórias-régias. É um ótimo passeio, bem ecológico, bastando alugar um caiaque ou uma canoa para desfrutar com toda a intensidade.

No km 60, um Mirante propicia uma incrível visão panorâmica de um imenso vale coberto por extenso e verdejante coqueiral, vendo-se no final, contra o céu, a esplêndida visão do oceano crepitando sob o brilho do sol. No local existem alguns quiosques vendendo água de coco.

A Vila do Diogo, 4 km após a entrada de Imbassaí, é um pequeno vilarejo com uma festejada oferta gastronômica.
A mesma estrada também dá acesso à vila de Santo Antônio, próxima à praia, cruzando-se um extenso areal e chegando a uma comunidade descendente de pescadores e índios, onde há uma interessante oferta de artesanato.

A pouco mais de um quilômetro depois da foz do rio Imbassaí, na direção de Praia do Forte, a Lagoa Jauara propicia um banho de água doce gostoso e revigorante, após uma saudável caminhada.

Também são imperdíveis os passeios, em vias secundárias à margem da estrada principal, no sentido contrário ao mar, para conhecer as cachoeiras de Dona Zilda, do Índio e do Areal.

Quem gosta de aventura não pode deixar de percorrer a Reserva da Sapiranga, próxima à Praia do Forte, oferecendo trilhas na Mata Atlântica que levam até às corredeiras do rio Pojuca. Há também um minizoológico na entrada da Tapera que abriga temporariamente animais silvestres, recuperados do comércio ilegal e que ficam em quarentena até a soltura.

Para os apreciadores da história, uma visita ao Castelo de Garcia D’Ávila é uma viagem explícita a uma época em que o Brasil iniciou seus primeiros passos para a colonização, expandindo-se na direção norte, até o Maranhão. O Centro de Visitação expõe documentos históricos e antiquíssimos objetos recuperados através de pesquisas realizadas nos sítios arqueológicos da região.

Já na praia, sob a sombra do farol, os técnicos do Projeto Tamar dão verdadeiras aulas sobre preservação das tartarugas marinhas, apresentando inclusive os cuidados especiais com algumas espécies sob risco de extinção. Grandes aquários e tanques complementam visualmente a exposição e permitem um melhor contato com os animais.

Se o visitante quiser dar uma esticada maior, pode chegar até Sauípe e apreciar o complexo internacional de turismo e, um pouquinho mais adiante, alcançar Massarandupió, uma praia reservada, quase deserta, onde se pratica o nudismo.

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