Infectologista dá dicas para prática de ciclismo em meio à pandemia

Ciclismo
Diante da pandemia da Covid-19, que já dura quase nove meses, a adesão ao isolamento social fez com que muitas pessoas ficassem um longo tempo sem sair de casa. No entanto, com o início das flexibilizações das atividades e de um início de retomada da rotina diária, muitas pessoas passaram a adotar o uso da bicicleta como forma de locomoção diária e opção de lazer.
De acordo com a Saltur, empresa de turismo ligada à Prefeitura de Salvador e responsável pelo programa Salvador Vai de Bike, em outubro, foram 104.027 viagens realizadas com as bicicletas do projeto, o que representa um aumento de 72% se comparado às 60.449 viagens de outubro de 2019. Outro aumento se deu no número de usuários, saindo de 10.657 usuários em outubro de 2019 para 17.848 no último mês, em um acréscimo de 67,4%.
Para a infectologista Dra. Clarissa Ramos, a adesão ao uso da bicicleta é importante, sobretudo por ser uma atividade ao ar livre e que possibilita uma maior segurança aos praticantes. “O uso das bicicletas é mais seguro tanto como meio de transporte quanto como atividade física ou lazer. É melhor estar de bike do que aglomerado no transporte público, exposto também ao toque em superfícies que podem estar contaminadas pelo vírus”, explica.
No entanto, a especialista alerta para a importância da adoção de algumas medidas básicas de segurança, para evitar a infecção pela Covid-19, mesmo se tratando de uma atividade que, geralmente, possibilita a oportunidade das pessoas estarem sozinhas. “Como as bicicletas nos limitam a estarmos sozinhos, isso faz com que tenhamos certa distância de outros praticantes. Mas o ciclista deve ter atenção com a higienização das mãos com álcool 70% e das áreas que serão tocadas se for uma bicicleta compartilhada, além do uso da máscara e do distanciamento”, diz a especialista.
Entre as demais recomendações da infectologista, está a indicação para evitar a participação de grupo de pedais, buscando pedalar sozinho em deslocamentos essenciais e mantendo distanciamento mínimo de dois metros entre os demais ciclistas. “Além disso, os praticantes não devem tocar os olhos, boca e nariz, para não correr o risco de levar as mãos infectadas ao rosto. É necessário ainda estar atento à higienização do equipamento – o ciclista deve sempre limpar o guidão com álcool, antes e após o uso”, alerta.
Por: Assessoria de Comunicação

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