IPCA: inflação acelera para 0,89% em novembro, maior alta para o mês em 5 anos

Foto: Reprodução

No ano, o grupo alimentos e bebidas acumula alta de 12,14%. Em 12 meses, o avanço é de 15,94%.

Entre os alimentos que mais subiram em novembro, destaque para carnes (6,54%), batata-inglesa (29,65%), tomate (18,45%), arroz (6,28%) e óleo de soja (9,24%). No lado das quedas, o destaque foi o leite longa vida, com queda de 3,47%.

Nos transportes, a maior pressão no índice geral no mês (0,08 ponto percentual) veio da gasolina (1,64%), cujos preços subiram pelo sexto mês consecutivo. Entre os combustíveis (2,44%), destaca-se ainda a alta do etanol (9,23%).

Reajuste de preços e perspectivas – Os analistas passaram a projetar uma inflação para 2020 acima da meta central do governo, de 4%. A expectativa do mercado para este ano passou de 3,54% para 4,21%, de acordo com a última pesquisa Focus do Banco Central.

A revisão das projeções ocorreu após a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizar cobrança extra na conta de energia em dezembro. Nos últimos meses, o patamar mais elevado do dólar e a retomada da economia também contribuiu para a subida dos preços, principalmente de alimentos e combustíveis.

Na última quinta-feira (3), a Petrobras anunciou mais um reajuste de 5% do botijão de gás às distribuidoras.

A alta do custo de vida tem pesado mais no bolso dos mais pobres. O índice da FGV que mede a variação de preços de produtos e serviços para famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos, por exemplo, tem alta acumulada em 12 meses de 5,82% até novembro.

Apesar da aceleração nesta reta final do ano, a inflação oficial ainda está dentro do intervalo de tolerância existente. Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% neste ano sem que a meta seja formalmente descumprida.

Em 2019, a inflação oficial fechou o ano em 4,31%.

Metas para a inflação estabelecidas pelo Banco Central — Foto: Aparecido Gonçalves/Arte G1

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), atualmente em 2% – mínima histórica.

O mercado segue prevendo manutenção da taxa básica de juros neste patamar até o fim deste ano, subindo para 3% no final de 2021. Ou seja, a expectativa é que a Selic deve voltar a subir no ano que vem.

Para o IPCA de 2021, o mercado financeiro baixou de 3,47% para 3,34% sua previsão. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Fonte: G1

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