Jornalista que perdeu a filha para a Covid morre com a doença duas semanas depois

Isabel (esq.) morreu por complicações da Covid duas semanas antes da mãe, Márcia (dir.), em Campo Grande (MS) — Foto: Redes Sociais/Reprodução

Márcia Caetano tinha 60 anos e trabalhava como assessora de imprensa na Assembleia Legislativa de MS. Ela não chegou a conhecer o neto nem soube da morte da filha.

A jornalista e assessora de imprensa da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS), Márcia Caetano, de 60 anos, faleceu por complicações da Covid-19 na noite desta quinta-feira (13), em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul.

Márcia morreu duas semanas depois da filha, Isabel Moura, que estava grávida e também não resistiu à doença.

De acordo com o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso do Sul (Sindjor-MS), Márcia, que era de Cuiabá (MT), se mudou para a capital sul-mato-grossense para ficar perto da filha. Há cerca de um mês, ambas contraíram Covid.

As duas precisaram de internação. Isabel morreu no dia 29 de abril. Uma cesariana de emergência foi realizada, o bebê foi salvo e passa bem.

Já a jornalista ficou em estado grave, sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e teve os rins comprometidos, não tendo tomado conhecimento da morte da filha e do nascimento do neto. A morte dela foi confirmada na noite desta quinta.

Márcia trabalhou na produção de notícias das emissoras Globo, Record e Band. O Sindjor-MS publicou nota de pesar e ofereceu os sentimentos aos familiares, colegas e amigos. Parlamentares da ALMS também lamentaram a morte da jornalista e prestaram homenagens nas redes sociais.

Fonte: G1 Mato Grosso do Sul

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