Juíza nega prisão de sargento dos bombeiros que atirou contra atendente do McDonald’s no Rio

Autor de disparos fugiu; delegado que pediu prisão cita crime hediondo praticado por agente de Estado e com arma ilegal

A juíza Isabel Teresa Pinto Coelho Diniz, do plantão judicial, negou nesta segunda-feira (9) o pedido de prisão do sargento do Corpo de Bombeiros Paulo Cesar de Souza Albuquerque, acusado de disparar um tiro contra um atendente do McDonald’s em Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, na madrugada de domingo para segunda.

A prisão do bombeiro foi pedida pelo delegado que registrou o caso. Segundo a juíza, por mais que Albuquerque tenha sido identificado em imagens gravadas, não ficou devidamente esclarecido na investigação a origem de “tais elementos probatórios e a forma como foram obtidos”. A juíza afirmou que a prisão preventiva solicitada é “medida excepcionalíssima, devendo ser usada apenas quando houver elementos concretos de autoria”.

Entenda o caso

O episódio, registrado por câmeras de segurança, aconteceu enquanto Albuquerque estava no drive-thru da loja. Os vídeos mostram que, no fim do atendimento da compra de um lanche, o homem apresentou um cupom para obter desconto. O funcionário Mateus Domingues Carvalho, de 21 anos, explicou que já havia efetuado a operação e que os descontos precisam ser informados no momento em que o cliente realiza o pedido.

O bombeiro teria se irritado após a explicação. Os vídeos mostram que ele quebrou a proteção de acrílico do guichê de atendimento e deu um soco no rosto de Mateus. Em seguida, contornou a área externa de atendimento, entrou na loja, invadiu a cozinha do estabelecimento e deu um tiro no atendente, que ficou caído no chão.

No pedido de prisão, o delegado Angelo José Lages Machado explicou o reconhecimento por foto foi feito pela testemunha do crime, já que Mateus está internado em um hospital do Rio em estado grave e não pode prestar declarações no momento.

O delegado explicou também que o mandado é essencial para que a polícia prossiga com a investigação, já que foram feitas diligências em possíveis endereços do sargento do bombeiro, mas o autor da agressão e do disparo não foi localizado. O delegado argumentou que o crime é hediondo, praticado por agente do Estado, com arma ilegal.

Fonte: BdF Rio de Janeiro

Edição: Eduardo Miranda

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