Justiça condena Prevent Senior a pagar tratamento de R$ 1,9 milhão no Albert Einstein

Paciente da operadora de saúde recebeu “kit covid” e acabou sendo transferido para outro hospital pela família, que agora cobra ressarcimento na Justiça.

A Justiça de São Paulo determinou, nesta segunda-feira (27/09), que a operadora de saúde Prevent Senior deposite R$ 1,92 milhão em juízo para o pagamento do tratamento do aposentado Carlos Alberto Reis, de 61 anos, que tomou o chamado “kit covid” após ser internado num hospital da operadora.

Ainda cabe recurso da decisão, que foi proferida na segunda, mas publicada apenas nesta quarta-feira. A Prevent Senior não se manifestou. O valor deve ser depositado em até cinco dias e é apenas para pagar o tratamento no Albert Einstein.

O paciente acabou sendo transferido para o Hospital Albert Einstein pela família, que está cobrando da Prevent Senior a conta do tratamento. A família argumenta que o Albert Einstein era o único hospital com vaga na unidade de terapia intensiva (UTI) na época da transferência, em março passado. Reis teve alta depois de dois meses.

Segundo a decisão da 30ª cara cível, relatório médico indica que a internação no Einstein teve uma longa duração porque o paciente não recebeu o tratamento adequado no Hospital Sancta Maggiore, da Prevent Senior. O juiz mencionou, com base em relatório médico, “elementos indicativos de falha em atendimento médico-hospitalar”.

No Sancta Maggiore, o paciente tomou ivermectina e hidroxicloroquina para o tratamento da covid-19 quando já estava com insuficiência respiratória, afirmou o juiz. “Aplicou-se ‘kit covid’ e não se providenciou internação em UTI, recomendada pelo grave estado do paciente, inicialmente atendido em enfermaria e depois, por intervenção de médico de confiança da família, em semi UTI”, escreveu.

O uso do chamado “kit covid”, composto por medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19, em hospitais da Prevent Senior é alvo da CPI da Pandemia. Médicos acusaram a operadora de serem obrigados a receitarem os medicamentos, e ela ainda é acusada de ocultar a covid-19 em atestados de óbito de pacientes.

Fonte: DW

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