Malware israelense hackeou celulares, incluindo os de chefes de Estado

Grandes nomes da mídia estão unidos em uma investigação para entender detalhadamente sobre a disseminação de malware, criado por empresa israelense, que afetou celulares de mais de 1.000 pessoas em mais de 50 países, incluindo chefes de Estado e primeiros-ministros.

Uma investigação aprofundada realizada por 17 grandes organizações de notícias internacionais afirma que a firma cibernética israelense NSO Group vendeu malware de celular usado para atingir jornalistas, ativistas e políticos em dezenas de países, segundo o The Times of Israel.

A investigação global foi intitulada Projeto Pegasus, em referência ao software criado pelo grupo israelense chamado Pegasus, uma ferramenta de spyware vendida pela NSO e que, segundo a empresa, está sendo usada por dezenas de clientes governamentais.

O projeto conduziu análises forenses em 37 celulares a partir dos números incluídos na lista, descobrindo que eles foram infectados pelo spyware, com uma correlação entre os carimbos de data/ hora que apareceram na lista e a hora em que os telefones foram atingidos pelo malware.

Mídias como The Washington Post, Le Monde, Die Zeit, The Guardian, Haaretz, PBS Frontline entre outras participam da investigação, a qual apontou que mais de 1.000 pessoas em mais de 50 países tiveram seu celular rastreado, incluindo chefes de Estado e primeiros-ministros, membros da família real árabe, executivos de negócios, ativistas de direitos humanos, jornalistas, políticos e funcionários do governo.

O malware funciona induzindo os usuários a clicarem em um link, em seguida, ele se instala e dá ao hacker acesso completo a todo o conteúdo do telefone, bem como a capacidade de usar suas câmeras e microfone sem ser detectado.

O The Guardian afirmou que o Ministro da Defesa israelense, Benny Gantz, “regula de perto a NSO” e aprova cada licença de exportação individual antes que o software de vigilância seja vendido a um novo país.

Em sua resposta, a NSO declarou que “em relação às licenças de exportação, a NSO está sujeita a várias exportações regimes de controle, incluindo o Ministério da Defesa israelense, semelhantes aos regulamentos existentes em outros países democráticos”.

A empresa se recusou a revelar quais países compraram o software e negou a maioria das reivindicações feitas nos relatórios do Projeto Pegasus. A NSO “nega firmemente as falsas alegações feitas neste relatório, muitas delas teorias não corroboradas que levantam sérias dúvidas sobre a confiabilidade de suas fontes, bem como a base de sua história”, disse a organização citada pela mídia.

Segundo a mídia, o WhatsApp está processando o NSO Group em um tribunal dos Estados Unidos, acusando-o de usar o serviço de mensagens de propriedade do Facebook para realizar ciber-espionagem contra jornalistas, ativistas de direitos humanos e outros.

Fundado em 2010 pelos israelenses Shalev Hulio e Omri Lavie, o NSO Group tem sede em Herzliya, próximo a Tel Aviv.

 

Fonte: Brasil 247

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