MEC lança programa para cursos técnicos similar ao Pronatec, de Dilma

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No começo do ano, o presidente Bolsonaro criticou o projeto, afirmando que a pasta da Educação havia apurado “vários indícios de corrupção”.

Ministério da Educação (MEC) vai ofertar mais 1,5 milhão de vagas em educação profissional e tecnológica até 2023. O aumento das vagas faz parte do programa Novos Caminhos, lançado nesta terça-feira (8).

O projeto tem semelhanças com o Pronatec, lançado em 2011 pela ex-presidente Dilma Rousseff. Esse projeto oferecia cursos técnicos profissionalizantes e bolsas de estudos por meio do Sistema S.

No começo do ano, o presidente Jair Bolsonaro criticou projetos nessa linha, afirmando que a pasta da Educação havia apurado “vários indícios de corrupção no âmbito do MEC em gestões passadas”. Segundo ele, haveria uma “Lava Jato da Educação” para investigar esses projetos. Um dos programas citados por ele foi o próprio Pronatec.

Com o Novos Caminhos, as atuais 1,9 milhão de vagas passarão para 3,4 milhões em todo o país, representando um aumento de 80%. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, assinou quatro portarias para dar andamento ao programa.

Segundo o ministro, o objetivo é acabar com preconceitos em relação a cursos técnicos e melhorar a qualificação dos profissionais. “Um curso técnico bom permite ao jovem ter renda superior a alguém formado num curso superior que não tem foco na realidade”.

Essas vagas deverão ser ofertadas tanto no ensino médio quanto para jovens e adultos que já estão fora da escola. A pasta pretende, também, articular a oferta dos cursos com a demanda do mercado de trabalho.

“A educação tem de estar voltada para o mercado de trabalho. Não pode dar as costas e ignorar as demandas do setor produtivo”, disse o secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Ariosto Antunes Culau.

O programa prevê uma série de ações, que incluem mudanças na regulação da oferta de cursos técnicos, formação de professores e ampliação de cursos profissionais e técnicos.

Formação de professores – A meta da pasta, além da abertura de novas vagas para estudantes, é preparar 40 mil professores da rede pública até 2022 com aulas sobre atualização tecnológica, técnicas pedagógicas voltadas para a educação profissional, empreendedorismo e orientação vocacional e profissional. Serão abertas, também, 21 mil vagas para formação de professores de ciências e de matemática.

Deverão, ainda, ser reconhecidos mais de 11 mil diplomas de pessoas que concluíram a formação técnica na rede privada de ensino superior desde 2016, mas não tinham chancela da pasta por conta da ausência de ordenamento jurídico.

 

Fonte: Exame

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