Morre o grande ator francês Jean-Paul Belmondo

Jean-Paul Belmondo Foto: PATRIK STOLLARZ / AFP

Notícia foi confirmada pelo advogado do francês: ‘Ele estava cansado há algum tempo’

Morreu nesta segunda-feira o ator francês Jean-Paul Belmondo, aos 88 anos. A notícia foi confirmada pelo advogado do artista à agência de notícias “AFP”.

“Ele estava cansado há algum tempo. Ele morreu em paz”, disse o advogado Michel Godest, que confirmou que o ator estava em casa.

Belmondo, apelidado carinhosamente de Bébel pelos fãs, se tornou um ícone da Nouvelle Vague por sua atuação em o “Acossado”, de Jean-Luc Godard, em 1960. De lá para cá, foram mais de 80 longas, entre filmes de arte, comédias e thrillers. O ator estava fora das telas desde 2001, quando sofreu um derrame.

Nascido em 9 de abril de 1933 em Neuilly-sur-Seine, um rico subúrbio de Paris, Belmondo cresceu em uma família de artistas. Seu pai, de origem italiana, foi um escultor renomado, que matriculou o filho em escolas de elite. O jovem não se deu bem nos estudos, era mais afeito aos esportes tendo iniciado uma carreira de boxeador quando adolescente.

Em 1952, já interessado pelas artes, Belmondo conseguiu uma vaga na Academia Nacional de Artes Dramáticas. Começou a fazer peças teatrais e pequenas participações no cinema, até o dia em que chamou atenção de Godard, em 1958, quando ele ainda era crítico da revista “Cahiers du Cinéma”. Godard o convidou para o curta-metragem “Charlotte et son Jules”, o que marcou o primeiro encontro dos dois num set. Mas a parceria que realmente ia levar Belmondo ao hall de ícone da Nouvelle Vague foi filmada em meados de 1959 e lançada em 1960: “Acossado”. No filme, o ator interpreta Michel Poiccard, um ladrão que rouba um carro em Marselha e mata um policial no caminho até Paris. Na capital, se relaciona com uma jovem americana (Jean Seberg) que passa a escondê-lo.

O sucesso do filme catapultou o nome do jovem ator para os olhares de diretores de todo o mundo (logo em 1960, ele fez “Duas mulheres”, longa italiano de Vittorio De Sica com Sophia Loren), mas concentrou-se no cinema francês, especialmente na parceria com Gordard (“Uma mulher é uma mulher”, de 1961, foi outro filme de sucesso deles) e com Jean-Pierre Melville (“Léon Morin – O Padre”, de 1961, e “Técnica de um delator”, de 1962.

Jean-Paul Belmondo no Rio Foto: Agência O globo
Jean-Paul Belmondo no Rio Foto: Agência O globo

Em 1963, Belmondo esteve no Brasil para as filmagens de “O homem do Rio”, filme de Philippe de Broca, diretor especializado em aventura e comédia que realizou diversos filmes de pegada mais popular com Belmondo. O longa foi lançado na França em fevereiro de 1964 e foi um sucesso de bilheteria e de crítica, sendo indicado ao Oscar de melhor roteiro original. (em atualização)

Fonte: O Globo

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