Morre, vítima da Covid-19, o pai de Eduardo Paes

Pai de Eduardo Paes morre vítima da Covid-19 no Rio — Foto: Divulgação

Valmar Souza Paes, pai do prefeito do Rio de Janeiro, foi internado por complicações da doença em abril desse ano e faleceu nesta sexta-feira (25). Funeral não terá velório, apenas uma cerimônia restrita à família.

O prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) usou as redes sociais, na madrugada deste sábado (26) para homenagear o pai, Valmar Souza Paes, que morreu nesta sexta-feira (25), vítima da Covid-19.

Em um longo texto, Paes enfatizou o quanto o pai era dedicado à família e lamentou que ele tenha sido vítima da pandemia.

“É muito duro ver que uma pessoa que tanto cuidava da saúde e estava em plena forma, apesar da idade, ser levado por uma doença nova e estranha”, registrou o prefeito.

Aos 78 anos, o pai do prefeito estava internado desde abril por complicações provocadas pela doença. No dia 28 daquele mês, ele precisou ser intubado para dar seguimento ao tratamento contra o coronavírus.

“Meu pai lutou bravamente por mais de 60 dias e mostrou mais do que nunca sua força”, destacou Paes no texto.

Paes foi diagnosticado com a Covid-19 por duas vezes, a segunda delas na mesma época em que o pai e a mãe, Consuelo da Costa Paes, foram diagnosticados. O prefeito e a mãe tiveram boa recuperação.

Além de Paes, Valmar deixa outros dois filhos, cinco netos e a viúva, com quem foi casado por 54 anos.

De acordo com a assessoria de imprensa do prefeito, funeral será realizado ainda neste sábado, sem velório, apenas com uma cerimônia restrita à família.

Veja a íntegra da homenagem publicada pelo prefeito em homenagem ao pai:

“Sempre disseram que eu era a cópia exata dele. Tanto fisicamente, quanto no jeito e na personalidade. Quem dera! Meu pai era daqueles homens que vivia para a mulher e para os filhos. Advogado orgulhoso de seu ofício, nos ensinou desde cedo a importância do esforço e da disciplina. Preparar-se para a vida, enfrentar os desafios, ter coragem, trabalhar muito e ser honrado. Aconselhar, contar histórias e experiências vividas era o que ele mais gostava de fazer. Quando passou pela maior dor que alguém pode enfrentar – a perda de uma filha – ele a compensou com mais dedicação e amor a todos nós. Com força e coragem seguiu. Nas últimas duas décadas, seus netos passaram a ser sua razão de viver e distribuir amor. A idade e o sentimento do dever cumprido me davam a impressão de que ele havia se tornado um homem pleno e pronto para viver sua velhice cuidando deles. Já que os filhos haviam crescido, constituído suas famílias e estavam “encaminhados” cabia a ele agora olhar pelos filhos dos seus filhos e sua eterna namorada, minha mãe. Sempre preocupado com a saúde era um homem sem vícios. É muito duro ver que uma pessoa que tanto cuidava da saúde e estava em plena forma, apesar da idade, ser levado por uma doença nova e estranha. Meu pai lutou bravamente por mais de 60 dias e mostrou mais do que nunca sua força. Agradeço as muitas manifestações carinhosas que recebi de tanta gente nas últimas horas, desde que ele se foi. Cuidem-se e cuidem dos seus. A dor que sentimos é imensa.
Pai, não sei se eu te disse isso com a frequência que eu deveria: eu te amo muito e você sempre foi meu herói e exemplo. Vamos seguir aqui tentando honrar seu nome e ensinamentos. Deus vai te receber aí com a Dani e nós vamos cuidar dos seus amores por aqui. Descansa em paz”.

Fonte: G1 Rio de Janeiro

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