Mudanças nas duas ferramentas mais utilizadas do Google: busca e maps

Sundar Pichai no Google I/O: evento é o principal do Google e traz as maiores novidades de tecnologia da empresa (Google I/O/Reprodução)

Novas inteligências artificiais na busca e nos mapas irão mudar para melhorar ajudar usuários no uso de duas das ferramentas mais utilizadas do Google.

Google deu início nesta terça-feira ao I/O, sua conferência anual de desenvolvedores. Este ano, o evento acontece majoritariamente online, devido à pandemia de covid-19, mas nem por isso deixa de trazer as principais novidades e anúncios de tecnologia que a empresa pretende implementar nos próximos meses e anos. Segundo Sundar Pichai, CEO do Google, que abriu a conferência este ano, os novos anúncios são iniciativas do Google para tornar a vida das pessoas melhor e mais funcional.

O primeiro grande anúncio foram mudanças no sistema de buscas, o carro-chefe da empresa e que a firmou como uma das grandes potências da internet. O Google afirma que está trabalhando para implementar uma nova interação de inteligência artificial na busca, chamada de MUM, que em português significa Modelo Unificado Multitarefas.

De acordo com a empresa, a tecnologia é capaz de resolver desafios de informação complexos e incrementar a experiência de busca dos usuários, criando um sistema de resumo e índice, com as principais informações relativas à busca. O MUM é considerado pelo Google 1.000 vezes mais poderoso que o BERT, atual modelo usado pela empresa.

Além de ter maior capacidade de busca e condensação de informações, a nova inteligência também será capaz de mixar diferentes aspectos do termo buscado e prover informações que estão em imagens e vídeos. Diferentes idiomas também estão no espectro de trabalho do MUM, que será capaz de traduzir informações que estão em outras línguas e traduzi-las para a linguagem procurada. Por exemplo, se a informação mais condizente com uma busca está em japonês, a inteligência artificial já será capaz de traduzir isso e enviar o resultado para o usuário ainda em inglês.

O exemplo usado na apresentação foi de alguém fazendo uma busca sobre escalada do Monte Fuji, no Japão, após ter escalado o Monte Adams, nos EUA. A busca entenderia, então, que o usuário está comparando duas montanhas e traria resultados de preparação física, equipamento, rotas, e infraestrutura na montanha. Seria possível, inclusive, enviar imagens do material e perguntar se é apropriado para a escalada.

Mudanças no Google Maps – O Google também anunciou estar atualizando o funcionamento do Maps para motoristas e como instrumento de navegação. A atualização, que será implementada nos próximos meses, ajudará a diminuir tempo de viagem e escolher os caminhos com menor emissão de carbono, com rotas com menos tráfego ou outras interrupções. As mudanças preveem a eliminação de 100 milhões de interrupções de viagem.

Mapas mais próximos dos interesses dos usuários também serão incorporados com inteligência artificial. A ferramenta deve passar a mostrar locais que você esteve com destaque, e outros lugares parecidos com seus interesses também.

Outras mudanças no Maps são em informações sobre as ruas, como detalhes de largura de calçadas, rotas para pedestres, ou acessibilidade para cadeirantes, por exemplo. O Google também afirmou que irá mostrar a lotação e ocupação de regiões inteiras, não apenas de locais específicos. A ideia é dar maiores detalhes sobre se uma região está passando por um contingente de acesso elevado.

No Street View, o Google passará a exibir informações sobre estabelecimentos, incluindo fotos, horário de funcionamento e outros detalhes.

Inteligência de linguagem LaMDA – A nova inteligência de linguagem permite dar vida a objetos inanimados. Durante a apresentação, o Google demonstrou a função dando “vida” ao planeta Plutão e também a um avião de papel. Usando informações disponíveis para esses dois objetos, a empresa pode permitir que uma inteligência artificial se passasse por eles em uma conversa de voz — como se o interlocutor falasse com o planeta, por exemplo.

De acordo com Pichai, o modelo segue os princípios de pesquisa e uso de inteligência artificial da empresa.

Funções com Lens – Utilizar a câmera do celular para fazer traduções e buscas é um recurso utilizado 3 bilhões de vezes todos os meses. O Google está trazendo mais funcionalidades ao recurso Lens, que deve ajudar inclusive estudantes que estão estudando remotamente. A empresa irá atualizar o filtro de tradução, para ajudar estudantes a ter acesso a conteúdo educativo em mais de 100 línguas.

A função já pode ser utilizada para colocar no digital inscrições em papel e fórmulas matemáticas, por exemplo.

 

Fonte: Revista Exame

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