O Brasil não tem plano B para enfrentar o crescimento da Covid-19. A bem da verdade, não teve plano algum até agora

De norte a sul, o Brasil se encontra na iminência do colapso do sistema sanitário em decorrência da covid-19. Cidades grandes, médias e pequenas apresentam alta generalizada dos casos e de hospitalizações pelo coronavírus. Para tentar conter o ritmo de novas internações, governadores vêm adotando medidas restritivas, consideradas pouco eficientes pelos especialistas. Mas, mesmo assim, empresários se insurgem contra essas pequenas restrições, totalmente alienados ao que está acontecendo no país, no âmbito público e privado.

“Estamos fazendo o melhor. Mas tudo tem limite. Recursos, recursos humanos, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, espaços em UTI para aumentar… Nós temos o risco de colapsar.” O alerta foi dado nesta sexta-feira por Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde de São Paulo. O Governo João Doria (PSDB) já admite o pior: em 20 dias o Estado de São Paulo pode assistir a um colapso das redes pública e privada de hospitais caso o ritmo de novas internações por covid-19 em UTIs —hoje de 100 novos pacientes por dia— continue crescendo. Não há plano B caso a estrutura de saúde robusta do Estado mais rico do país não aguente a demanda, já que agora o expediente de ampliar leitos está no limite e os casos graves de coronavírus disputam vagas com pacientes graves de outras doenças. Para piorar, não é apenas São Paulo que flerta com a crise aguda: Estados de todas as regiões enfrentam taxas altíssimas de ocupação dos leitos de atenção especializada.

No norte do país a situação não é diferente. Ainda com número de casos de covid-19  em alta e sob os efeitos da crise que culminou na falta de oxigênio para doentes, o Amazonas registra, somente neste início de 2021, número de mortes que é quase o dobro do registrado durante todo o ano de 2020.

No centro, que vive sinais trocados, com presidente circulando sem máscara e restrições de entrada no Congresso, o governador resolveu endurecer as regras após quase 5.000 pessoas morrerem de coronavírus no Distrito Federal, e só restar um leito de UTI.

Santa Catarina volta a ter todas as regiões em risco gravíssimo para a Covid-19 e tem maior ocupação de leitos de UTI SUS da pandemia.

São uns poucos exemplos da situação no norte, sudeste, centro e sul, mas a realidade é a mesma em todo o país.

Fontes: El País, G1

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