O novo copresidente da Netflix, Ted Sarandos, tem a missão de levar a empresa a uma nova era

O império da Netflix funciona hoje sob a liderança de dois presidentes, uma configuração rara mesmo entre empresas de tecnologia. Enquanto o Google tem Sundar Pichai, a Amazon tem Jeff Bezos, a Microsoft tem ­Satya Nadella e a Apple tem Tim Cook, a Netflix conta com a liderança do fundador Reed Hastings e, agora, com a de Ted Sarandos.

Apesar de todos os gigantes da tecnologia serem inovadores, a Netflix é um destaque em transformação — e Sarandos, ao lado de Hastings, liderou as revoluções que transformaram a Netflix na maior companhia de streaming de vídeo do mundo.

Criada em 1997, a empresa liderou as mudanças e as tendências do mercado. Ela chegou a enviar 1 bilhão de DVDs por correio a assinantes de seu serviço de entrega filmes em casa, sobreviveu ao auge da pirataria na internet e foi pioneira na nova era de transmissão de filmes e séries online — o streaming.

Sempre um passo à frente das tendências, agora colhe os frutos. Se hoje muito se fala em transformação digital, a Netflix mostrou como se faz isso na prática, deixando para trás rivais de longa data, como a antiga rede de videolocadoras Blockbuster. Imune à crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus, a companhia tem disputado com o grupo Walt Disney (concorrente cada vez mais forte da Netflix no streaming) a posição de empresa de entretenimento mais valiosa do mundo, com um valor de mercado superior a 230 bilhões de dólares. Enquanto os cinemas e parques temáticos estavam fechados, o que prejudicou os negócios da Disney, a Netflix virou a primeira opção de entretenimento em milhões de lares no mundo.

Os lançamentos de filmes e séries originais continuaram a todo vapor. Um exemplo é o filme Extração, um dos mais vistos na plataforma em 2020. O conteúdo próprio de qualidade é a principal arma para atrair assinantes.

Com a quarentena, a companhia conquistou 26 milhões de novas assinaturas nos primeiros seis meses de 2020 — o melhor semestre de sua história e quase a mesma quantia que no ano de 2019 (28 milhões). Atual­mente são ao todo 193 milhões de assinantes.

Fonte Exame

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