O susto da inflação

Os dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados ontem, dia 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, pegaram os investidores de surpresa.

Em maio, o indicador inflacionário avançou 0,82%, o maior índice para o mês desde 1996. Com isso, o IPCA acumulado em 12 meses saltou para 8,06% — acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central para 2021, que é de 5,25%.

Embora o mercado já estivesse contando com uma inflação mais alta neste ano, os dados de maio assustaram e contribuíram para um “zero a zero” do Ibovespa na sessão de ontem.

O índice subiu 0,09% no pregão, influenciado negativamente pelas ações ligadas ao consumo doméstico. As campeãs de perdas foram a administradora de shoppings Iguatemi (IGTA3) e o Magazine Luiza (MGLU3), com baixa de mais de 3% no dia.

O susto da inflação já levou os analistas a considerar uma alta de juros mais intensa pelo Banco Central, o que seria um freio inoportuno para a recuperação da economia pós-pandemia.

Fonte: Exame

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