Onça parda assusta moradores ao subir em árvore no quintal de uma casa

Segundo maior felino do Brasil estava em cima de mangueira e foi capturado após 8 horas de trabalho dos Bombeiros e Polícia Ambiental. Espécie sobe em árvores quando se sente acuada, afirma pesquisador da UFRR.

Uma onça parda subiu em árvore no quintal de uma casa em Rorainópolis e assustou moradores em “mais um dia normal na Amazônia”. O animal, que é o segundo maior felino do Brasil, foi capturado na madrugada desta terça-feira (31), após cerca de 8 horas de trabalho dos Bombeiros e da Polícia Ambiental.

A onça estava em cima de uma mangueira e andava pelos galhos e não descia. A casa em que ela foi flagrada fica na área urbana. Moradores acionaram os Bombeiros por volta de 16:30 dessa segunda (30).

Por se tratar de um animal silvestre de grande porte, policiais da Companhia Independente de Policiamento Ambiental (Cipa) da Polícia Militar foram acionados. Enquanto eles não chegavam, a área foi isolada para evitar que o felino descesse e atacasse os moradores ou pedestres.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um morador assustado com situação: “Gente, do lado da minha casa, no pé de manga!”. “Parece brincadeira, não parece?”, questiona outro, incrédulo com a cena.

Para capturar a onça, foram usados três dardos com tranquilizantes, disparados por uma zarabatana. Depois de ser acertada, ela caiu em uma lona de segurança montada pelas equipes.

Depois de imobilizada, a onça foi colocada em uma gaiola e transportada até o Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, na capital Boa Vista.

O pesquisador ecólogo da Universidade Federal de Roraima, Whaldener Endo, analisou as imagens e afirmou que a onça capturada era um animal adulto. Espécie típica da região amazônica, o felino está ameaçado de extinção.

“Ela sobe facilmente em árvores, e é geralmente uma de suas estratégias de defesa quando se sente acuada”, explicou o pesquisador.

Trabalho de captura foi feito pelos Bombeiros e Polícia Ambienal — Foto: Cipa/Divulgação

Fonte: G1 Roraima (Rede Amazônica)

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