Onça que se feriu em incêndio e foi tratada com ozônio é levada de volta à natureza

Onça-pintada ferida em incêndio no Pantanal recebe a primeira aplicação de células-tronco, em Corumbá de Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Batizado de ‘Ousado’, animal se recuperou de queimaduras que sofreu durante fogo no Pantanal. Equipe que cuidou do bicho se emocionou ao vê-lo pronto para voltar ‘para casa’.

Na manhã desta segunda-feira (19), uma equipe do Instituto Chico Mendes de Preservação da Biodiversidade (ICMBio) buscou a onça Ousado, em Corumbá de Goiás, para soltá-la na natureza, segundo o Instituto Nex, que cuidou do animal após ele sofrer ferimentos durante um incêndio no Pantanal. A onça ficou 37 dias na instituição.

Ousado recebeu alta dos veterinários após se recuperar dos ferimentos graças a uma terapia usada pela primeira vez em onças, com ozônio e laser, além de pomadas homeopáticas, que ajudaram na recuperação. Ele chegou à unidade em 11 de setembro.

“Hoje eles [ICMBio] vieram buscar e dissemos: ‘Agora é com vocês’. […] Vão viajar na estrada, em uma van muito confortável, com ar condicionado. Ela vai muito bem acomodada na caixa de transportes, grande o suficiente para ela se movimentar”, explicou o diretor-executivo do Instituto Nex, Silvano Gianni.

De acordo com Silvano, a previsão é que o animal seja levado para uma região próxima à que ele foi recolhido. Porém, o local exato não foi divulgado.

G1 entrou em contato com o ICMBio por e-mail, às 11h, e aguarda retorno sobre o transporte da onça de volta à natureza.

Presidente do Instituto NEX, Cristina Gianni falou sobre a emoção de ver Ousado voltando para casa. Ela disse que vai sentir saudades, mas que torce para que ele consiga se readaptar à natureza.

“A nossa responsabilidade foi imensa. Quando chega um dia como hoje, de ver ele sair daqui recuperado para voltar para sua vida, não sei descrever a emoção que a gente sente”, disse à TV Anhanguera.

Também de acordo com ela, o animal será monitorado por uma coleira com GPS. Isso para que seja possível acompanhar o desenvolvimento dele, além de garantir que ele voltará a se sentir confortável em seu habitat natural.

Fêmea talvez não volte à natureza – A outra onça que recebe tratamento no instituto, uma fêmea batizada de Amanancy, teve queimaduras de terceiro grau nas patas e teve exposição óssea e de tendões. Ela foi transferida para Corumbá de Goiás no dia 20 de agosto e está recebendo aplicação de células-tronco.

Mas uma situação preocupa os veterinários. Como as garras ficaram comprometidas, a onça pode ter que viver em cativeiro para sempre.

“Ela teve lesões de terceiro grau nas queimaduras e perdeu algumas falanges, não tem mais a retração da garra. Então dificilmente, tomara que aconteça um milagre, mas dificilmente ela consegue voltar [para a natureza]. Porque ela não tem como caçar, não tem como escalar, seria difícil a adaptação”, explicou Cristina Gianni.

Fonte: G1 Goiás

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here