País registra 76 mortes por motivação política desde janeiro

Os dados permitem afirmar ainda que o grupo político de maior risco são os vereadores, seguido pelos prefeitos. A incidência também é maior entre homens (93%)

As campanhas para as eleições de 2020 no País têm sido marcadas por transmissões ao vivo nas mídias digitais, restrições impostas pela pandemia e por uma velha tradição brasileira: de janeiro até agora, 76 brasileiros foram assassinados por motivações políticas, informa Leonencio Nossa.

Há sete anos, o Estadão monitora casos de assassinatos de agentes políticos ocorridos desde a Lei de Anistia, em 1979.

São homicídios para garantir espaço na máquina pública, vingar a morte de um aliado ou tirar do jogo uma testemunha.

O levantamento não inclui casos passionais e latrocínios envolvendo políticos. Das 76 pessoas mortas por motivações políticas, pelo menos 16 eram pré-candidatos e candidatos a vereador e dois disputavam o cargo de prefeito.

O número ultrapassa a média de 52 mortes políticas nas dez eleições municipais do atual período democrático. O gráfico dos assassinatos políticos em anos de disputas municipais tem uma curva ascendente.

 

Fonte: Jornal O Estadão

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