Pandemia acelerou processo omnicanal de tecnologia na C&A

Para Paulo Corrêa, CEO da varejista, momentos de crises geram muitas oportunidades

O que é omnicanal?

Ser uma empresa omnicanal significa ter uma comunicação que atua de forma linear em todos os canais, sejam eles online (web, app, redes sociais) ou off-line (TV, lojas físicas, rádio).

Com a chegada da pandemia e o fechamento das lojas, em 2020, empresas de todos os setores precisaram investir em transformação digital para continuar atendendo o consumidor. Ainda “muito offline” na época, a rede varejista C&A acelerou a ampliação dos negócios online e lançou novos serviços.

“Revisamos nossas estratégias para dar ênfase na oportunidade de nos tornarmos uma empresa omnicanal de tecnologia, principalmente porque a jornada dos clientes aumentou vertiginosamente. Tendo essa consciência, amplia-se o modo de interação e aprofunda-se o relacionamento com os clientes”, diz Paulo Corrêa, CEO da C&A, durante o painel “Novos modelos financeiros para a potencialização do varejo” no Latam Retail Show. Considerado o mais completo de varejo e consumo da América Latina e promovido pela Gouvêa Ecosystem, o evento começou nesta terça (14) e segue até quinta (16).

Em entrevista exclusiva à Mercado&Consumo, em agosto, Corrêa contou que um dos projetos antecipados com o avanço do e-commerce na pandemia foi a expansão para todas as lojas do ship from store, modelo operacional que possibilita utilizar o estoque disponível na loja mais próxima do cliente final.

Novos serviços

A rede também investiu em novos serviços e canais de venda, como o Clique e Retire e o drive-thru,. No Clique & Retire, as compras realizadas via site ou aplicativo, com pagamento aprovado até as 17h, podem ser retiradas em uma loja física. Já o drive-thru oferece a facilidade de o consumidor retirar a compra no estacionamento do empreendimento sem sair do carro.

“Momentos de crises geram muitas oportunidades e é assim que transformamos nossa realidade. Devemos manter a força e energia não só para desenvolver novas estratégias, produtos e serviços, mas para ganhar market share e estarmos mais próximos de nossos clientes”, diz Corrêa.

O executivo acredita, porém, que as lojas físicas vão permanecer em alta, “pois ainda funcionam como excelentes centros de experiência e relacionamento com os clientes”.

Fonte: Mercado&Consumo

 

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