Petroleiros denunciam assédio para obriga-los a se transferir

Um grupo de Petroleiros lotados no Conjunto Pituba, em Salvador, realiza um protesto na manhã desta terça-feira, 22, na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT-BA), no bairro da Vitória. O objetivo da manifestação é denunciar o descumprimento do acordo assinado pela Petrobrás em dezembro de 2019.

De acordo com a Associação dos Engenheiros da Petrobrás, Núcleo Bahia (AEPET-BA), o acordo é referente ao processo de desativação da unidade administrativa conhecida como Torre Pituba, localizada no bairro do Itaigara, em Salvador. O acordo ainda está em vigor.

A decisão da Petrobras de deixar a Torre Pituba foi anunciada em setembro de 2019. Com 22 andares, 2.600 vagas de garagem e heliponto, a Torre Pituba foi erguida em contrato de locação firmado em 2010 entre Petrobras e o Petros, o fundo de pensão dos funcionários da estatal.

Ainda conforme a AEPET-BA, os gerentes pressionam os trabalhadores para que abram mão da situação de excepcionalidade, garantida no acordo, e facilitem suas transferências para o Rio de Janeiro. Os trabalhadores acusam a Petrobrás de desrespeitar várias cláusulas do acordo do MPT-BA e seguir praticando assédio moral organizacional.

Segundo os trabalhadores, os gerentes pressionam os trabalhadores a que aceitem as transferências porque a Petrobrás quer devolver o prédio à Fundação Petros, dona do imóvel, no dia 1º de julho.

Nos dias 7 e 16 de maio deste ano, a assessoria jurídica da AEPET-BA encaminhou ao órgão duas notificações extrajudiciais com as denúncias dos petroleiros. O órgão não se manifestou e manteve silêncio. Por isso, eles decidiram fazer uma manifestação, na porta do órgão, para cobrar uma posição do MPT-BA.

Fonte: A Tarde

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