Pneumonia e tuberculose – a importância do clínico geral no diagnóstico precoce destas patologias

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A clínica médica é a especialidade com o maior número de médicos titulados no Brasil. O Médico clínico pode atuar com solicitação de exames, prescrição de medicamentos e, quando necessário, encaminhar o paciente para tratamento com outras especialidades. Nos casos de tuberculose e pneumonia, a tosse é um dos sinais mais comuns das doenças, que apresentam sintomas muito parecidos, o que pode causar confusão no momento do diagnóstico.

Para o diagnóstico correto, é importante considerar o tempo que os sintomas levam para se agravar. A pneumonia costuma evoluir rapidamente, pois é uma condição aguda. Em poucas horas da infecção, os sintomas começam a atingir o paciente. Já a tuberculose pode demorar até mesmo semanas para que o quadro piore e necessite de ajuda médica.

Uma das formas de distinção entre a pneumonia e a tuberculose acontece quando o paciente apresenta sintomas típicos da pneumonia, como febre e tosse, mas, mesmo com o tratamento de antibióticos, não apresenta melhora do quadro. Nesse caso, a tuberculose pulmonar torna-se uma das principais suspeitas.

A baciloscopia direta do escarro é o método principal no diagnóstico. É também essencial para o controle de tratamento da tuberculose pulmonar por permitir a descoberta das fontes de infecção. O diagnóstico também pode ser feito através de teste rápido molecular para tuberculose, cultura para micobactéria, e de forma complementar, por imagem, por meio da radiografia do tórax.

O diagnóstico da pneumonia inicialmente é feito com base apenas no exame físico e na presença de sinais e sintomas compatíveis com a doença. Alguns exames complementares podem ser importantes para confirmar o diagnóstico e ajudar a definir o tratamento mais adequado para cada caso. Podem ser utilizados exames de sangue e alguns métodos de imagem, como raios X de tórax ou, quando necessário, tomografia computadorizada de tórax.

A identificação das doenças se torna mais difícil principalmente em pacientes diabéticos, com insuficiência renal crônica, idosos, pessoas com problemas hepáticos ou portadores do vírus HIV, pois podem apresentar quadros atípicos, tornando mais difícil o diagnóstico.

A tuberculose e a pneumonia se diferem pelo agente infeccioso. Enquanto a pneumonia ocorre por diferentes agentes, a tuberculose acontece por uma única bactéria, a Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch.

Outra diferença está também na transmissão, sendo a tuberculose altamente contagiosa, propagada de forma aérea. A contaminação ocorre a partir da inalação de aerossóis oriundos das vias aéreas, durante a fala, espirro ou tosse de pessoas com a doença ativa, que lançam no ar partículas em forma de aerossóis que contêm bacilos. Já as bactérias que causam a pneumonia estão presentes no ar e não são transmitidas com facilidade.

Fonte consultada para a matéria: Dra. Larissa Voss Sadigursky – Pneumologista, membro da regional baiana da Sociedade Brasileira de Pneumologia.

Ass. Comunicação – Maria del Carmen González (DRT 3335)

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