Previsão da FGV é de aumento de demissões

Aumento de desemprego

Uma em cada quatro empresas do setor de serviços avalia demitir, segundo a Fundação Getúlio Vargas. Isto somado ao desemprego, que já é de cerca de 14%, uma quantidade recorde de desalentados e o menor número de pessoas com carteira assinada da história, mostra que o Brasil está à beira de uma crise social de grandes proporções.

Pesquisa feita pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas), revela que uma em cada quatro empresas do setor de serviços avalia demitir ou até encerrar as atividades quando acabar o período de vigência dos programas emergenciais relacionados à manutenção do emprego.

No setor de serviços, 55% das empresas que adotaram algum tipo de medidas emergenciais para evitar demissões durante a pandemia dizem que vão fechar ou não conseguirão assumir totalmente a folha de pagamento.

Isto pode agravar ainda mais a crise social que atinge os trabalhadores, na medida em que, considerando todos os setores pesquisados (indústria de transformação, comércio, serviços e construção), metade das empresas não adotou medidas de proteção ao emprego.

O estudo foi publicado pela Folha de S.Paulo, e aponta que 10% das empresas pretendem demitir até 20% do pessoal, 5% afirmam que vão demitir mais do que esse percentual e 1% cogita encerrar suas operações quando acabar o período de validade das medidas emergenciais da pandemia.

O estudo mostra também que no setor de serviços, quase 90% das empresas nos segmentos de alimentação, alojamento e transporte rodoviário recorreram a programas como crédito para manutenção de emprego ou outra finalidade, redução de jornada e salário, suspensão temporária de contrato de trabalho ou postergação de pagamento de tributos, entre outras medidas do governo federal.

Os segmentos com maior percentual de empresas que vão demitir são alimentação (39%), alojamentos (34%) e transporte rodoviário (37%).

Nesse último quesito, também se destaca a situação da indústria de bens duráveis (31,7%), o que inclui as montadoras de veículos (27%), e o segmento da construção civil de edificações não residenciais por conta de paralisação em obras de infraestrutura, indica a reportagem.

 

Fonte: Brasil 247

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