Repórteres da Veja que estavam investigando morte de miliciano são presos

O repórter Hugo Marques e o repórter fotográfico Cristiano Mariz, da Veja, foram detidos na cidade de Esplanada, na manhã desta sexta-feira (14/02). Eles tentavam localizar uma testemunha chave para esclarecer as circunstâncias da morte do ex-capitão e miliciano Adriano da Nóbrega, que trocou tiros com a polícia baiana.

Os dois estavam a procura do fazendeiro Leandro Abreu Guimarães quando foram cercados por duas viaturas da Polícia Militar da Bahia. Eles estavam em um carro no momento da abordagem e mostraram suas credenciais de imprensa e se identificaram.

O coordenador das guarnições determinou que eles saíssem do carro e se apoiassem em um muro para serem revistados. De acordo com os jornalistas, um dos soldados questionou, por diversas vezes, como eles tinham descoberto o endereço.

A polícia apreendeu o gravador de Hugo, onde estavam diversas entrevistas feitas ao longo da semana sobre a operação que resultou na morte de Nóbrega. Em seguida, eles foram obrigados a seguir as viaturas até o distrito policial de Pojuca.

Chegando no local ordenado, os agentes voltaram a questionar sobre a razão da presença deles no local. Eles explicaram, novamente, que Leandro foi a pessoa que deu abrigo ao ex-capitão e foi uma das últimas pessoas a vê-lo com vida.

O gravador só foi devolvido ao jornalista na delegacia e eles foram liberados após cerca de 20 minutos. À Veja, um agente identificado como Sérgio Pinheiro, disse que a ação feita foi uma medida de segurança. “Eles estavam parados em frente à residência de uma testemunha desse caso aí”, afirmou.

A Secretaria da Segurança Pública esclarece que moradores de uma localidade em Pojuca, Litoral Norte da Bahia, ligaram para polícia informando que homens, dentro de um carro, Gol, placa de Belo Horizonte , estavam rondando a região. A PM foi acionada, abordou o grupo e fez a condução até a Delegacia Territorial. Após se identificarem como jornalistas, foram liberados. Nenhum equipamento foi danificado, alterado ou ficou apreendido.

 

Fonte: IB – Informe Baiano

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