Retail’s Big Show: Maior evento de varejo do mundo começa domingo (16) em Nova York, nos EUA

Problemas na cadeia de suprimentos, ansiedade pandêmica e volatilidade de tokens não fungíveis, mais conhecidos como NFTs, preocupam o mundo dos negócios neste começo de 2022. Por outro lado, dois anos de covid-19 têm mostrado que a resiliência do setor de varejo é grande e não mostra sinais de diminuir. Ela será demonstrada na prática no Retail’s Big Show, maior evento de varejo do mundo, que será promovido pela National Retail Federation (NRF) entre os próximos dias 16 e 18 em Nova York, nos Estados Unidos (EUA). A Mercado&Consumo embarca para a NRF 2022 com a delegação da Gouvêa Ecosystem e faz uma cobertura especial do evento.

Nestes dois anos, os varejistas desenvolveram tecnologias que consolidaram as compras e pagamentos sem contato. Mesmo diante do boom do comércio eletrônico, o varejo físico continuar a atrair compradores: 72% das vendas dos EUA ainda ocorrerão em lojas físicas lojas em 2024, de acordo com uma nova pesquisa da Forrester.

A Amazon, que muitos previram que destruiria o varejo tradicional, agora está investindo em um portfólio de lojas com cerca de 90 unidades atualmente operando sob diferentes bandeiras (sem contar os mais de 500 Whole Foods Markets).

Várias marcas que se destacaram online abrirão lojas físicas em 2022, incluindo a rede de artigos para o lar Wayfair. Os executivos da empresa anunciaram planos para abrir três novas lojas físicas em Massachusetts no próximo ano.

Outras marcas que fizeram grande sucesso no passado estão voltando: a Toys “R” Us estreou uma flagship no shopping American Dream e está se unindo à Macy’s para abrir 400 lojas de brinquedos dentro das unidades da rede.

O online continuará consumindo uma parcela maior das vendas de supermercados, mas os serviços de entrega rápida podem perder um pouco de força à medida que os varejistas procuram criar suas próprias opções de entrega.

A moda do live streaming

O live streaming, a venda de produtos por meio de vídeos interativos em tempo real, começou na China há alguns anos e se espalhou pelo mundo. Ao longo do ano passado, varejistas e marcas se apoiaram em plataformas do tipo e a conexão provou ser mais forte com compradores mais jovens que estão mais inclinados a se conectar e abraçar influenciadores sociais.

Segundo dados da McKinsey, o valor do mercado de live streaming da China cresceu a uma taxa de anual de 280% entre 2017 e 2020, para atingir estimados US$ 171 bilhões em 2020. As vendas devem chegar a US$ 423 bilhões até 2022. Os números dos EUA que mostram que a indústria de comércio ao vivo deve ultrapassar US$ 50 bilhões em vendas anuais até 2023, de acordo com a eMarketer.

Palavras que se popularizaram em 2021, como metaverso e NFTs, continuam sendo acompanhadas de perto. Mark Zuckerberg, da Meta, e a Microsoft são defensores da visão do metaverso e preveem que os usuários trabalhem, joguem e permaneçam conectados com amigos em shows e conferências e até viagens virtuais ao redor do mundo.

Algumas marcas acham que os NFTs (tokens não-fungíveis) continuarão sendo dignas de exploração em 2022, mas com cautela. Mas a popularidade dos NFTs disparou e o valor de mercado global dos investimentos digitais atingiu US$ 23 bilhões, segundo a empresa de análise de blockchain DappRadar.

Com informações do Blog NRF
Imagem: Shutterstock

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