Ricardo Almeida – a grife masculina que quer quebrar os padrões do setor têxtil

Ricardo Almeida, referência em alfaiataria masculina, quebra padrões do setor com forte presença feminina em cargos de gestão

Ricardo Almeida é uma referência em alfaiataria masculina. O que poucos sabem é que boa parte do sucesso da gestão da grife homônima ao estilista se deve à sua liderança feminina. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), entre os 9,5 milhões de brasileiros que trabalham no setor, 75% são mulheres, mas apenas 15% estão em posições de comando. Na Ricardo Almeida, 55% dos cargos são ocupados por elas.

Do departamento de marketing e estilo ao comercial, passando por recursos humanos e comunicação, muitas histórias convergem nas trajetórias. São os casos de Flavia Roismann, diretora de marketing e estilo, Larissa Morihama, gerente de trade marketing, Andrea Paixão, diretora comercial, e Tatiane Silva, gerente de plano de controle de produção. Somando o tempo trabalhado na marca, o quarteto comemora mais de 90 anos e passagens por diversos cargos.

Roismann entrou na marca em 1995. Na época, acabara de se formar em publicidade e propaganda, e foi indicada por um professor e cliente da marca. Após seis anos como braço direito do alfaiate, conheceu Morihama, que freelava como camareira da marca na Morumbi Fashion Week. Uma coincidência aconteceu quando a secretária ligou para sua casa para agendar uma entrevista para ela fazer parte da equipe como assistente de estilo. “Na hora de anotar o endereço do ateliê minha mãe ficou em choque. Era a casa onde ela morou na juventude.”

O ano de 2020 registrou queda de faturamento de 55% comparado ao ano anterior. Foi a deixa para uma reestruturação. “Fizemos do limão uma limonada”, conta o alfaiate. “Dividimos áreas, implementamos softwares, reorganizamos moldes, que para mim é o mais importante dentro da roupa.”

Pouco antes da pandemia chegaram Giovana de Pieri como head de marketing e, logo depois, Daniela de Carvalho para liderar a equipe de gente e cultura. Almeida destaca que o crescimento na empresa independe do gênero. “As oportunidades são dadas a todos, basta ter interesse.”

Por Julia Storch- Revista Exame

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