Rio e São Paulo decidem adiar o desfile das escolas de samba

Em uma decisão conjunta, as prefeituras de São Paulo e do Rio de Janeiro decidiram adiar os desfiles das escolas de samba que estavam marcados para o feriado de Carnaval, no fim de fevereiro. A decisão foi anunciada na noite desta sexta-feira, 21, após uma reunião com os prefeitos Ricardo Nunes (MDB), de São Paulo, e Eduardo Paes (DEM), do Rio. A nova data será no feriado prolongado de 21 de abril.

“A decisão foi tomada em respeito ao atual quadro da pandemia de covid-19 no Brasil e a necessidade de, neste momento, preservar vidas e somar forças para impulsionar a vacinação em todo o território nacional”, diz a nota conjunta assinada por Nunes e Paes.

Na quinta-feira, 20, a média móvel, que contabiliza o número de casos de coronavírus da última semana, foi de 110.047, o maior número desde o início da pandemia, e o terceiro recorde em três dias. A média de mortes foi em 237. No período de um dia foram registradas 350 vítimas e 168.495 testes reagentes para o coronavírus.

Tanto o Rio quanto São Paulo decidiram cancelar, no começo de janeiro, a realização dos blocos de rua, pela falta de controle das multidões, mas até então vinham mantendo os desfiles das escolas de samba. Em entrevista à GloboNews nesta sexta-feira, Eduardo Paes disse que há a possibilidade de transferir os blocos de rua também para abril, mas que depende do cenário da pandemia.

Regras sanitárias continuam as mesmas

Em São Paulo, a prefeitura definiu as regras para os desfiles. A exigência do passaporte da vacina, com pelo menos duas doses contra a covid-19, será cobrada para o público nas catracas de acesso. No caso dos componentes, as escolas deverão realizar um pré-cadastro para identificar se estão com a vacinação completa. Não vacinados não poderão acessar o local nem como espectadores nem como desfilantes.

Todos deverão utilizar máscaras de proteção facial, incluindo as equipes técnicas e os fornecedores. A lotação será abaixo da habitual, com 70% dos espectadores em todos os setores — incluindo arquibancada, camarote e pista. Entre os desfilantes, a redução será de 25% no Grupo Especial (de 2 mil para 1,5 mil pessoas), de 20% no Acesso 1 (de 1 mil para 800) e de 37,5% no Acesso 1 (de 800 para 500).

Com as mudanças, a Liga das Escolas de Samba decidiu suspender o quesito “harmonia” (que avalia o envolvimento dos componentes ao cantar e interpretar o samba enredo, o que fica prejudicado com o uso das máscaras) neste ano.

Fonte EXAME

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