Rússia anuncia falta de médicos em meio a alta de casos de coronavírus na Europa

Foto: Internet

Com aumento dos casos de coronavírus, Rússia já sente a falta de médicos. Em outros países da Europa há risco de acessórios médicos e equipamentos acabarem e a Comissão Europeia propôs medidas comerciais e isenções de impostos para manter o fornecimento.

O país anunciou que registrou um recorde de novas infecções: 18 mil pessoas testaram positivo para o coronavírus em um dia. A Comissão Europeia gerencia a compra de materiais médicos, como seringas, para evitar a falta.

O governo da Rússia afirmou nesta sexta-feira (30) que há falta de médicos no país em decorrência de uma alta de casos de Covid-19.

O número de novas infecções registradas em um dia foi de mais de 18 mil, um recorde para um período de 24 horas. Em Moscou, foram mais de 5.000 novos casos. Foram 355 mortes.

Desde o começo da pandemia, 1,6 milhão de pessoas na Rússia foram infectadas pelo coronavírus. Dessas, 27,6 mil morreram.

Medidas para conter falta de materiais médicos – Em outros países da Europa, há a possibilidade de falta de equipamentos e acessórios médicos. Na quarta-feira, a Comissão Europeia propôs novas isenções de impostos e medidas comerciais para manter o fornecimento.

Para evitar o risco de falta de equipamentos, a comissão fez uma aquisição conjunta de material para inocular as pessoas, como seringas e desinfetantes.

Além disso, prorrogou para abril a suspensão de taxas e impostos de circulação de mercadoria de importações de material médico.

Os países da União Europeia poderão isentar de impostos os testes de Covid-19 e também vacinas.

Novas restrições em países europeus – Os governos da França e da Alemanha impuseram novas restrições para conter a alta de infecções de coronavírus, mas outros países da Europa, como o Reino Unido, ainda não adotaram as medidas.

A nova onda de casos fez com que a Europa voltasse a ser o foco da pandemia de Covid-19.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), metade das novas infecções nos últimos sete dias aconteceram na Europa.

Reino Unido – A gestão de Boris Johnson no Reino Unido evitou um “lockdown” mais severo e optou por um sistema de controle somente em áreas mais afetadas.

Um estudo do Imperial College, de Londres, aponta que o número de casos dobra a cada nove dias. O país é um dos que têm os mais altos números de mortos entre os europeus.

As medidas de contenção na Alemanha e França não incluem o fechamento de escola. A maior parte das empresas também seguirá em funcionamento.

No entanto, bares, restaurantes, cinemas foram restringidos.

Alemanha – Angela Merkel, a chanceler alemã, disse que o governo dela agiu rapidamente para evitar que as unidades de tratamento intensivo fiquem sobrecarregadas.

“Estamos em uma situação dramática no começo da estação de frio. Isso afeta a todos, sem exceção”, disse ela. As medidas que ela determinou são necessárias e proporcionais, afirmou.

Espanha – A Catalunha, uma região da Espanha, anunciou na quinta-feira (29) que vai fechar seu território pelos próximos 15 dias. A província é a segunda em número de mortes e casos no país.

As autoridades afirmam que também vão fechar os cinemas e teatros, assim como bares e restaurantes.

A ideia é poupar o sistema de saúde, que não pode receber um número muito maior de paciente.

Fonte: G1

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