São Paulo exige o uso de máscara em transporte público

Eleitores só poderão entrar nas seções eleitorais para votar se estiverem usando máscaras

Contra coronavírus, medida entra em vigor num momento de aceleração no ritmo diário de mortes por novo coronavírus no estado.

Nesta segunda-feira (4), começa a valer a obrigatoriedade do uso de máscara de proteção em transporte público no estado de São Paulo. A medida, anunciada na última quarta-feira pelo governador João Doria, é válida para passageiros do Metrô, de trens da CPTM, dos ônibus intermunicipais da EMTU e dos ônibus rodoviários que circulam dentro do estado. A obrigatoriedade se estende aos passageiros e motoristas de táxis e aplicativos, cabendo a regulamentação às prefeituras municipais.

A medida entra em vigor num momento em que se verifica um relaxamento do distanciamento social entre a população, ao mesmo tempo em que acelera a infecção com o novo coronavírus. Para ampliar o isolamento, a prefeitura da capital paulista começa nesta segunda-feira a fechar uma série de avenidas.

Até ontem, o estado de São Paulo tinha registrado 2.586 mortes por Covid-19, o correspondente a 37% do total no país. O número de óbitos no estado subiu da média de 97 por dia na semana retrasada para 131 por dia na última semana, um crescimento de 35% no ritmo diário.

Na capital paulista, o prefeito Bruno Covas afirmou que os fiscais da SPTrans, responsável pela gestão do transporte público por ônibus na cidade, vão começar a multar nesta segunda-feira as concessionárias flagradas com ônibus circulando com passageiro sem a máscara de proteção. A multa será de 3.300 reais por veículo ao dia. Apesar da quarentena, cerca de 3 milhões de pessoas utilizam diariamente os ônibus da capital.

Várias cidades do interior paulista estão adotando medida similar. Em Campinas, o uso obrigatório de máscaras em ônibus, táxis e serviços de transporte por aplicativo começa a valer também a partir de hoje. Em Santos e outras cidades do litoral, o uso do acessório começou a ser exigido na semana passada.

Em outros estados, cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Florianópolis também adotaram a obrigatoriedade do uso de máscaras em transporte coletivo e em outros espaços públicos.

Embora a própria Organização Mundial da Saúde tenha demorado a recomendar o uso de máscaras de forma ampla pela população – no início, a instituição aconselhou seu uso apenas aos profissionais de saúde e pessoas pertencentes a grupos de risco –, o fato é que esse acessório é relativamente barato e fácil de ser encontrado. Por isso, o bom senso recomenda seu uso em lugares em que haja aglomeração de pessoas.

O Japão, um dos primeiros países atingidos pelo surto do novo coronavírus, tem larga tradição no uso de máscaras para evitar a propagação de doenças respiratórias. Ali, as pessoas usam máscara voluntariamente, sem necessidade de imposição legal. Até ontem, o Japão havia registrado 474 mortes por Covid-19, média de 4 óbitos por milhão de habitantes. O Brasil, que fechou ontem com 7.025 mortes, tem uma média de 33 óbitos por milhão de pessoas.

 

 

Fonte: Revista Exame

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