Segundo senador Otto Alencar, Pazuello “é uma marionete do presidente” e “pediu para ser reconvocado” à CPI

Senador Otto Alencar (Foto: Ag.Senado)

Membro da CPI da Covid, senador da Bahia fez duras críticas ao ex-ministro da Saúde e a Bolsonaro pelo ato no Rio: “Está bem explicado o que pensa o presidente: aglomerar para fazer a busca da imunidade de rebanho, estimular o não uso da máscara e desautorizar o atual ministro da Saúde”.

O senador Otto Alencar (PSD-BA), membro titular da CPI da Covid, chamou Eduardo Pazuello de “marionete” e “boneco” de Jair Bolsonaro após o comparecimento do general e ex-ministro da Saúde no ato que reuniu motociclistas no Rio de Janeiro, três dias depois de ter comparecido à comissão do Senado, onde defendeu o uso de máscaras.

Em entrevista à CNN, o senador afirmou que o ex-ministro é “incompetente e descompromissado com a saúde”. “A figura dele é de uma marionete, um boneco na mão do presidente. Não sei como uma figura dessa pode chegar a atingir um cargo de general do Exército”, criticou. “Ele pediu para ser reconvocado, e será, sim”, anunciou.

Sobre o ato, Alencar diz ter sido “uma provocação àqueles que estão nos hospitais sofrendo com a Covid”. “Bolsonaro mobilizou tudo isso para fazer um palanque político, ele não estava inaugurando obra, ele está em campanha com os recursos da União”, disse.

“Está bem explicado o que pensa o presidente: aglomerar para fazer a busca da imunidade de rebanho, estimular o não uso da máscara e desautorizar o atual ministro da Saúde”, completou o parlamentar sobre Bolsonaro, responsável por organizar o ato, onde também esteve presente.

Após mentir à CPI, Eduardo Pazuello aglomerou sem máscara – O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello esteve presente, sem máscara, no ato bolsonarista organizado pelo chefe do Planalto. O general, que durante a semana mentiu à CPI da Covid, subiu no carro de som da manifestação e acenou aos manifestantes que gritavam seu nome.

Ao ir à manifestação política, Pazuello feriu o regulamento do Exército, que “deverá pedir explicações ao ex-ministro”. O Regulamento Disciplinar do Exército prevê punição para quem “manifestar-se, publicamente, o militar da ativa, sem que esteja autorizado, a respeito de assuntos de natureza político-partidária”. O entendimento é de que o ex-ministro deveria ter pedido autorização prévia à instituição.

 

Fonte: Brasil 247

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