Taxa de transmissão do coronavírus no Brasil sobe para 1,21 em janeiro

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Após estabilização, a taxa de transmissão no Brasil voltou a subir nos últimos meses

A taxa de transmissão do coronavírus no Brasil (a chamada Rt) aumentou novamente nesta segunda semana de janeiro. A taxa subiu de 1,04 em 5 de janeiro para 1,21 em novo número divulgado nesta terça-feira, 12, pelo Imperial College de Londres, que tem compilado os dados.Assim, a estimativa da universidade britânica para o Brasil, portanto, projeta que a cada 100 pessoas contaminadas pela covid-19, 121 novas pessoas são infectadas. Pela margem de erro, a taxa do Brasil pode variar de 1,14 a 1,40.

O valor indica o quanto a covid-19 tem sido transmitida dentro do país. Se o território tem um R acima de 1, isso significa que há crescimento do número de novos casos da doença. Neste cenário, um infectado transmite a doença para uma pessoa ou mais — de modo que o contágio segue avançando.

Uma taxa R em 1 indica estabilização e abaixo disso, que há redução no número de novos casos. Na prática, locais com R alto não têm usado medidas de distanciamento, o que aumenta a chance de um infectado transmitir a outro, e têm número alto de casos ativos do vírus, o que faz os números se multiplicarem.

Após ter queda no número de casos a partir de agosto e ter chegado a R menor do que 1, o Brasil voltou a ter amplo aumento em contágios e mortes nos últimos meses. Nesta terça-feira, o país registrou uma média móvel de mortes acima de 1.000 óbitos pelo segundo dia seguido e pela primeira vez desde agosto, voltando aos piores patamares da pandemia.

Também neste mês, o Brasil chegou à triste marca de 200.000 mortes confirmadas pelo coronavírus. O país tem 203.617 óbitos e 8.133.833 casos confirmados da doença até esta terça-feira, segundo números do consórcio de imprensa que reúne UOL, Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, G1 e Extra.

A preocupação é a sobrecarga no sistema de saúde gerada por uma alta taxa de contágio. Capitais como Manaus e Belém já têm mais de 90% das UTIs ocupadas e podem enfrentar novo colapso com falta de vagas.

Carolina Riveira – Exame

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