Turistas são os novos reféns econômicos da Europa

Foto reprodução

Os viajantes se converteram em uma nova arma política no segundo verão da Covid. As restrições á mobilidade, além de motivos sanitários, escondem razões financeiras.

Outro verão estranho. Com menos restrições que o verão passado, porem estranho. Ocorriam reservas de viagens como se não houvesse amanhã desde que abriu o sinal para aterrissar na Espanha; hoteleiros e donos de restaurantes esfregavam as mãos pensando que o desejo de viajar das pessoas lhes permitiria recuperar o que perderam durante os 15 meses fechados; porem Boris Johnson apagou essas esperanças. A decisão do Reino Unido de impedir as férias de seus cidadãos a Espanha, os primeiros visitantes internacionais do país a 65 anos, 21,5% do mercado em 2019, devolveu velhos fantasmas á indústria do turismo. Porque, não nos enganemos, com o viajante espanhol, por mais que aumente suas férias e gaste mais este ano, a máquina turísticas espanhola não tem nem pra começar.

O Reino Unido manteve a Espanha fora da lista de destinos mais seguro para o turismo, junto com Portugal.

A imposição britânica de fazer quarentena depois de viajar á Espanha e outros países europeus colocou sobre a mesa o uso político de decisões que deveriam basear-se unicamente em critérios técnicos. Há uma porção de interesses pelo  meio. O turismo tem um peso gigantesco no PIB e o Reino Unido tomou a decisão deliberada de reter os turistas com quarentenas injustificadas.

Precisamente Espanha e o Reino Unido figuram como os dois primeiro países dentre os vinte mais ricos do mundo onde a contribuição do turismo á riqueza nacional sofreu a maior perda durante 2020, com quedas acima de 62%.

 

Fonte: El país | Internacional

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