UE pede à Netflix para transmitir em baixa definição.

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Internet está a ser mais utilizada do que nunca devido à pandemia de Covid-19 que obrigou milhões de pessoas a ficarem retidas em casa.

A União Europeia (UE) está a pedir à Netflix e a outras plataformas de streaming para que parem de exibir vídeos em alta definição para evitar que a Internet entre em colapso devido à sua utilização sem precedentes devido à pandemia de Covid-19, escreve a CNN .

Numa altura em que há muitos países a combater a propagação do vírus e centenas de milhões de pessoas foram obrigadas a ficar em casa para trabalhar e cuidar dos filhos, as autoridades da UE estão preocupadas com a enorme pressão sobre a Internet.

O comissário europeu Thierry Breton, responsável pelo mercado interno da UE, que cobre mais de 450 milhões de pessoas, revelou esta quarta-feira no Twitter que conversou com o CEO da Netflix, Reed Hastings, e pediu para que não se utilize a alta definição quando não é necessário, para garantir o acesso à Internet para todos.

Entretanto, um porta-voz da Netflix disse à CNN Business que Hastings e Breton vão conversar novamente na quinta-feira. “O comissário Breton está certo ao destacar a importância de garantir que a Internet continue a funcionar sem problemas durante este período crítico. Estamos focados na eficiência da rede há muitos anos, inclusivamente ao fornecer o nosso serviço de ligação aberta gratuitamente para empresas de telecomunicações, anunciou o porta-voz.

A Netflix fez saber que já ajusta a qualidade de imagem à capacidade de rede disponível e usa uma rede de entrega especial que mantém a sua biblioteca de vídeos mais próxima dos utilizadores, de forma a consumir menos largura de banda.

O Facebook também reconheceu esta quarta-feira que os efeitos da pandemia estão a levar a rede social ao limite. O CEO da empresa, Mark Zukerberg, disse que os serviços do Facebook estão a enfrentar “grandes ondas” de utilização, já que o coronavírus tem forçado milhões de pessoa em todo o mundo a ficar em casa. Zuckeberg frisou que este aumentou de utilização do Facebook vai “muito além” do principal pico anual, geralmente visto na véspera de Ano Novo.

 

Fonte: DN – Diário de Notícias

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